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“Não é festa. É revolução” coloriu o Acre

Parada LGBT mostra que política também pode ser alegre

Neste domingo aconteceu em Rio Branco a Parada LGBT. A manifestação pelos direitos dos homossexuais encerrou a Semana da Diversidade. No dia 6 de agosto, data em que se comemora a Revolução Acriana, o movimento aproveitou para protestar.

“Não é festa é revolução”. Esse foi o tema de mais uma edição da Parada LGBT promovida em Rio Branco neste domingo. Milhares de pessoas participaram da manifestação.

A concentração foi em frente ao Colégio Aplicação e, após uma hora de atraso provocado pela paralisação dos ônibus, os manifestantes seguiram pela Avenida Getúlio Vargas até a Gameleira.

Dois trios elétricos movimentavam o público com músicas e gritos de ordem contra a intolerância religiosa, o preconceito e por direitos sexuais como expressão dos Diretos Humanos.

“Uma revolução do amor, onde a população possa desconstruir os muros e a gente trabalhar a tolerância e mais do que nunca onde a gente possa se unir, homossexuais, LGBT, negros, jovens e adultos contra a violência, pedindo paz, respeito, a tranquilidade que o Acre merece”, disse o presidente da Associação LGBT, Germano Marinho.

Para os amigos Wisney Batista e Ricardo Morais, participar da parada tem vários significados que resumem a luta contra a homofobia. “Não é só uma festa. É um ato político que representa nossa causa”, opinou o estudante Wisney Batista.

“Representa a reafirmação de nós, LGBT, na sociedade. A gente não admite homofobia, lgbtfobia e não vamos nos calar diante de tantas atrocidades que acontecem no nosso público”, disse o professor Ricardo Morais.

De rosa dos pés à cabeça, o servidor público Ronaldo Teles desfila há 10 anos na Parada LGBT do Acre. A cor, segundo ele, também é uma bandeira do público gay.
“Significa paz, amor prosperidade, fertilidade. Significa amor pra todo mundo, o rosa”, brincou. Após a caminhada pelo centro, o público participou do encerramento com shows na Gameleira.

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