No Acre, denúncia de suposto caso de nepotismo na Defensoria Pública é enviado ao MPAC

Caso veio a tona quando a esposa do Defensor Joao Ildair da Silva foi demitida, depois que sofreu um agressão do marido

O Ministério Público do Acre (MP-AC) e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) receberam uma denúncia de supostos casos de nepotismo em cargos comissionados da Defensoria Pública do Estado.

A subdefensora geral, Roberta Caminha mantém um cunhado e três primos na parte administrativa. Enquanto a Defensora Juliana Cordeiro, tem o sogro, e o Gerson Boaventura, a esposa.

O caso veio à tona quando a esposa do Defensor Joao Ildair da Silva foi demitida depois que sofreu uma agressão do marido, a mulher também era lotada, mas foi retirada quando pediu medida protetiva contra ele.

A denúncia também pede que o MPAC faça uma investigação a respeito do nepotismo cruzado, pois diversos filhos de autoridades, principalmente do Judiciário, estariam lotados nos gabinetes dos defensores, e os parentes deles estariam sendo lotados no Judiciário e também no Ministério Público.

Na lista entregue estão os filhos do procurador Oswaldo D´Albuquerque, do deputado Pedro Longo (PDT), que é ex-juiz, e do desembargador Luiz Camolez.

Além disso, tem uma parte que mostra a relação dos defensores públicos que estão acumulando os cargos de direção e execução, e recebendo pelos dois, mas trabalham em apenas um. A lei das defensorias impede esse tipo de pagamento.

Outro fator que prejudica a situação é que a Defensoria Pública não abastece a sua página no portal de transparência e esses valores só estão sendo expostos, porque documentos chegaram até o denunciante.

O Hedislandes Gadelha, que denunciou o caso, promete que se o Ministério Público do Estado não levar a frente o caso vai buscar uma investigação via Brasília.

“Se ninguém tomar nenhum tipo de ação, eu irei até Brasília e lá farei as denúncias já com os protocolos daqui, por mim já feitos”, afirma Gadelha

A Defensoria Pública foi procurada para falar sobre o assunto, mas disse que só vai se manifestar quando oficialmente for notificada, enquanto isso, deve manter o quadro atual, mesmo contra a lei que ela tanto precisa defender.

Com informações de Adailson Oliveira para TV Gazeta

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