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Novos caso de diarreia em indígenas mobilizam autoridades

Seis crianças indígenas já morreram só este mês

Um novo surto de diarreia ocorre nas aldeias de Santa Rosa do Purus. O problema voltou a mobilizar atenção das autoridades em saúde indígena que deslocaram equipes de técnicos em enfermagem e nutricionistas para a região.

Conter o foco de diarreia é a prioridade do grupo coordenado pela Secretaria
Especial de Saúde Indígena enfermeiros. A equipe também está levando insumos e material médico-hospitalar para auxiliar no tratamento dos índios que apresentarem sintomas da doença.

A Secretaria de Saúde Indígena suspeita que a causa do problema seja a existência “de um rotavírus”, segundo material divulgado pela assessoria da instituição. O rotavírus é transmitido por contato via água, objetos, fezes e alimentos contaminados. O rotavírus causa vômitos e diarreias intensos e febre alta.

A equipe saiu ontem e vai montar quatro bases de atendimento entre as 50 aldeias da região do Purus. As etnias atingidas pela doença são huni-kui e madija (lê-se “madirrá”). A Sesai tem apoio do Governo do Acre para executar o trabalho.

“Todo fim de verão acontece esse problema por causa das chuvas fortes que trazem o problema com as enxurradas”, diz o assessor especial para Assuntos Indígenas, Zezinho Kaxinawá. “A água é o principal fator”.

“A previsão é de que a equipe médica passe 20 dias com a comunidade indígena, no intuito de investigar e combater as causas dessa doença”, disse a coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena (Disei) do Alto Purus, Jiza Lopes, para a assessoria.

O coordenador substituto da Secretaria Nacional de Saúde Indígena, Francisco Aíldo, afirmou que o número de crianças mortas é maior. Para a Sesai, foram sete crianças que morreram no mês de setembro, vítímas de diarreia. “Nós entregamos nessa operação mil filtros para que as comunidades possam amenizar o problema da água como vetor do rotavírus”, informou.

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