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Número de desempregados aumenta 12,7% em todo o país

IBGE aponta que este é o maior índice desde 2012

Os números continuam crescendo. O desemprego no Brasil aumentou em 2017. Dados do IBGE, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (a Pnad contínua), apontam que o ano passado fechou com uma taxa de 12,7% de desocupação, em 2016 foi de 11,5%.

Desde que a pesquisa começou a ser realizada no país, em 2012, esse é o maior índice de desemprego já registrado. Até 2014, a média se mantinha em torno de 7%. De 2015 em diante praticamente dobrou. “Essa médias, de 2012 a 2014, flutuaram em média 7% e a partir de 2015 entrou numa curva ascendente com o aumento de quase 100%, 96% de elevação da taxa de desocupação ou desemprego, fechando 2017 com 12,7%,” explicou a analista de pesquisa do IBGE-AC, Lara Esteves.

A Pnad contínua demonstra que há uma regularidade nos setores, ou seja, o desemprego afeta todas as profissões. E não se trata de um levantamento somente de quem tem carteira assinada, na verdade abrange qualquer tipo de ocupação.

“A Pnad contínua é uma pesquisa domiciliar, então o IBGE mapeia a cidade em setores censitários, listamos domicílios e fazemos sorteios de alguns domicílios que vão participar da pesquisa, Não são só pessoas que trabalham com carteira assinada, são pessoas trabalham por conta própria, os freelancers, todas as pessoas respondem a pesquisa,” garantiu a analista.

Os dados do estado do Acre devem ser conhecidos comente no dia 23 de fevereiro, quando o IBGE divulga isoladamente o resultado de todos os estados, o fato é que por aqui a tendência é a mesma do país, que soma uma população de 13,2 milhões de desempregados.

O Sistema Nacional de Emprego do Acre (Sine) faz outro tipo levantamento, por meio de quem tem carteira de trabalho. No ano passado, o saldo entre admissões e demissões no estado foi negativo, 996 pessoas foram mandadas embora. Além disso, houve mais de 22 mil entradas no seguro desemprego.

Com a reforma trabalhista aprovada no ano passado, o cenário mudou. A ideia proposta pelo Governo Federal, de aumentar o número de empregados, demonstra efeito oposto. Na verdade, parte dos empresários nem procuram mais os sindicatos e as demissões ficaram mais comuns. Pelo menos, esse fato foi observado no Sine.

“Com a reforma trabalhista, a gente vê que muitos empregadores aproveitaram para nesse momento demitir as pessoas. Um dos requisitos da reforma é que não precisa mais procurar os sindicatos para homologar, então o próprio empregador tem homologado na empresa,” comentou a coordenadora do Sine/AC, Djaneia Mendonça.

Todo esse mapa do desemprego reflete a situação da Vera Lúcia. Há cinco anos ela está sem um emprego formal. Vive somente de diárias e não consegue uma vaga no mercado de trabalho.  “Minha rotina tem sido só diária durante do final de semana e quando tem, porque às vezes as vaga é difícil, e quando a gente arruma é por pouco tempo. Com isso eu vou passando. Já são 5 anos sem trabalhar de carteira assinada.”

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