Pai acreano prova que paternidade independe de laço sanguíneo

Pedro Teixeira é pai de um adolescente e duas jovens – uma delas, por meio de filiação socioafetiva

Pedro Teixeira de Castro, nascido em Tarauacá, é pai de três filhos. Dois deles moram com ele em Rio Branco, Acre, enquanto a sua outra filha mora em São Paulo há três anos. Eles compartilham de uma união de amor paterno, amizade e companheirismo.

Alice, a filha mais velha, tem 25 anos e mora em São Paulo há quase três, hoje é fisioterapeuta. Pedro menciona com muitas risadas o quanto ele e Alice sempre foram próximos, viajando juntos, andando de bicicleta, tomando banhos de chuva e várias outras memórias que fortaleceram a intensidade dos dois ao longo dos anos.

Alice se parece com o pai principalmente em suas atitudes. Ele que sempre foi um exemplo para a filha nunca deixou de ir a reuniões escolares e brincar com os colegas dela. Hoje, apesar de Alice estar em outro estado, o contato dos dois é frequente, todos os dias eles conversam.

Brida é a filha do meio, hoje tem 21 anos, é fluente em inglês e cursa ciências forense. Pedro a conheceu quando a menina tinha dois anos e ele começou a namorar a mãe dela. Na época, ele estava na universidade, e assim que conheceu Brida o laço entre os dois – de pai e filha – foi imediato.

Ela o chamava de “tio Predo”, e ele nunca a tentou fazer com que ela o chamasse de pai. Mas não precisou, pois um dia aconteceu naturalmente, quando a menina, após comer um picolé vomitou e teve febre, “tio Predo” a levou ao hospital e lá ela disse várias vezes que queria o pai dela, no caso, Pedro.

Para ele, foi um momento marcante e emocionante, e a partir daí ela o chamou dessa forma. Pedro, que sempre foi aventureiro e brincalhão, tem Brida para lhe manter com o pé no chão, já que segundo ele, sempre foi uma menina cuidadosa e centrada.

Já o filho mais novo, Dom, tem 13 anos, irmão biológico de Brida e assim como a irmã, é fluente em inglês.  Ele cresceu aos cuidados de Pedro, os três moram juntos em Rio Branco. O menino, que é um excelente desenhista, também tem um ótimo talento para tocar violão, o qual ganhou de Pedro em abril desse ano. Ele sempre conversa com o pai principalmente para dizer se algo que este fez foi legal ou não. Os dois já tiveram várias aventuras, entre elas, viajaram juntos para municípios de Rio Branco e para a Bolívia.

Pedro é um pai que respeita a individualidade dos filhos e suas decisões, ele menciona que sempre descobre algo novo com eles. “O amor tem que te mostrar esses nuances do dia, cada dia uma coisa nova, eu vejo isso nos meus filhos, todos os dias”, relata.

O amor dos filhos pelo pai é algo admirável, uma relação que se constrói constantemente e se intensifica a cada momento juntos, os filhos lembram de aventuras desde as mais antigas até as mais recentes com o pai que sempre esteve com eles, é como se todos fossem um só, compartilhando sabedoria, experiências e um amor inabalável.

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