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Pais acampam para conseguir vagas na rede estadual de ensino

Concorrência por vagas nas escolas do centro

Na manhã desta segunda-feira (28) uma fila quilométrica se formou em frente ao Centro de Referência de Inovações Educacionais (CRIE), onde a Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (SEE) instalou a Central de Matrículas. As matrículas ficam abertas até o dia 8 de fevereiro.

Muitas pessoas chegaram a acampar no local. Este foi o caso da jovem de 15 anos, Débora Pereira, ela era a primeira da fila, isso porque chegou ao local às 8h30 da manhã da ultima sexta-feira (25).

A estudante alegou que acampou no local porque sabia que as vagas para escola a qual ela quer estudar estariam concorridas. “É o jeito né, olha como é que está. Tem muita gente. Pra garantir a vaga tive que chegar bem cedo.”

Além da com concorrência Débora explica que foi encaminhada pela rede pública de ensino para uma escola de tempo integral, “me encaminharam pro ensino integral, mas eu não posso estudar no ensino integral, porque eu faço curso e tenho outras atividades.”

De acordo com diretor de gestão da SEE, João de Souza Lima, os pais querem na verdade fazer a transferência dos filhos, em muitos casos eles alegam a falta de segurança nas escolas dos bairros, “as escolas centrais têm um quantitativo que a escola consegue receber, já tem os alunos que são da escola e os alunos que são encaminhados das escolas mais próximas. As vagas remanescentes é que são oferecidas para esses alunos.”

A evasão nas escolas periféricas é tão grande, que algumas estão funcionando apenas no horário da manhã, pois não tem número suficiente de matriculados para abrir as portas no período da tarde. No bairro Cidade do Povo, uma escola recém-inaugurada não vai funcionar esse ano porque não tem aluno matriculado. “Vagas existem, o que não está existindo é vaga onde o pai quer colocar o aluno, que a preferencia do pai é pelas escolas do centro.”

O diretor de gestão explicou ainda que a secretaria estuda uma forma de garantir mais segurança nessas escolas para que haja procura por esses locais. “Nós estamos vendo isso, e até o inicio do ano letivo, que será no dia 11 de março, nós estaremos dando uma resposta a sociedade.”

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