27-05-21-Fome no Acre

Pandemia: 55% dos acreanos tiveram o direito à alimentação prejudicado

 Projetos sociais ajudam a amenizar insegurança alimentar no Acre

Com a pandemia perdurando no Brasil, cerca de 68% das famílias perderam renda e 42% não fazem as três refeições. No Acre, a fome continua aumentando, segundo levantamento do Inquérito Nacional de Insegurança Alimentar, no ano passado 55% dos moradores tiveram o seu direito de alimentação ameaçados.

Mesmo com os auxílios distribuídos pelo Governo Federal muitas famílias ainda não conseguem comprar uma refeição completa, já que a alta dos preços nos produtos alimentícios retirou da mesa muitos alimentos básicos.

Em Rio Branco, alguns projetos sociais se esforçam para amenizar a situação, como é o caso da Igreja Católica, que em parceria com uma empresa distribui 250 sopas todos os dias no bairro Cidade do Povo. “Durante a pandemia, nós achamos urgente garantir as pessoas um pouco de alimento diariamente”, explica o padre Mássimo Lombardi.

No centro de Rio Branco também funciona um projeto da Prefeitura que garante marmitas para pessoas que vivem em situação de rua. “Só um vasinho desse não sustenta todos os meus filhos, mas já dá uma ajudinha”, relata a dona de casa Marlene Rodriguez, mãe de oito filhos.

27-05-21-Fome no Acre final

Os números mostram que a cada ano que passa as pessoas estão ficando mais dependentes dos programas dos governos, principalmente o Bolsa Família. De acordo com a Prefeitura, a cada quatro moradores de Rio Branco um vive exclusivamente do programa e depende desse dinheiro para comprar comida.

Na capital acreana 92 mil pessoas vivem diretamente do Bolsa Família, e 90% são mulheres chefes de família, como é o caso da Helen Cristina Nascimento, que recebe apenas R$140 para comprar o necessário para a família. “A gente compra as coisas que mais precisa, porque a feira que fazíamos antes não dá para comprar mais nada”, lamenta Helen Cristina.

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