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Para servidores públicos, equipamento multifuncional não serve para nada

Equipamentos adquiridos por R$ 18 mil, cada, estão parados em órgãos públicos

Em 2010, o governo do Acre anunciou uma novidade, principalmente para servidores públicos. Foram adquiridos 50 equipamentos totem com o objetivo de oferecer diversos serviços à população.

O terminal possui acesso a internet(Floresta Digital), telefone, scanner, sistema de leitura de cartão de crédito e impressora. Para os funcionários estaduais, a promessa era o acesso facilitado ao contracheque. O equipamento era uma estratégia para fortalecer a Oca, prestes a ser inaugurada na época.

Com a distribuição dos aparelhos em vários prédios públicos, na maior parte em secretarias, iniciaram os transtornos. Em alguns locais, o totem foi bem recebido e utilizado nos primeiros meses, já em outros, a situação ocorreu de forma inversa.

Por falta de estrutura, muitos equipamentos não foram conectados a internet, essencial para o funcionamento da maioria dos serviços. O mau posicionamento do totem também é uma realidade nas instituições.

A reportagem de Agazeta.net visitou três prédios que possuem o aparelho: Secretaria Estadual de Educação, Procuradoria-geral do Estado e Palácio das Secretarias.

Na PGE e SEE, a mesma cena: equipamentos desligados. Na Procuradoria, o totem sequer estava conectado a tomada. Um servidor, que não quis se identificar, é irônico ao definir a funcionalidade do objeto: “Um elefante branco. Não serve para nada.”

Já no palácio das secretarias, local com grande concentração de funcionários, o equipamento funciona, porém é pouco utilizado. Outra servidora que pediu para não ter o nome divulgado enfatiza que não houve nenhuma instrução sobre a utilidade da nova ferramenta.

“Talvez por isso ninguém usa. Eu mesmo não entendo muito e nunca mexi”, argumenta. O telefone que serve para entrar em contato com uma central para esclarecer dúvidas não funciona. Além disso, as máquinas estão sem papel para impressão, por exemplo, de contracheque.

Segundo apurou a reportagem, cada totem custou, em média, R$ 18 mil.

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