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Pequenos comerciantes na expectativa de aumento do gás

D. Lili e as dicas de como economizar mais gás

Segundo fontes do jornal O Estado de São Paulo, a Petrobras está fechando os cálculos para definir o aumento no preço do popular gás de cozinha. No Acre, o botijão de 13 Kg, o mais consumido pelas famílias, é revendido em média por R$ 60.
Em 2015, o mesmo tipo de vasilhame era comercializado em Rio Branco a R$ 54. De lá pra cá, como se percebe, o mercado adotou suas políticas de reajuste, e agora, o consumidor aguarda, o dedo da Petrobras.

A avaliação de técnicos da estatal é de que se faz necessário recuperar ao menos uma parte do preço, em razão da defasagem acumulada nos últimos anos.

Na lanchonete de Coleta Campelo, que fica próximo à praça do Conjunto Manoel Julião, são revendidos salgados fritos. Pastéis, saltenha e quibe, por exemplo, ficam no ponto, através de uma fritadeira movida a gás.

Para fritar tanto salgado, ela precisa abastecer a botija de 13 Kg cinco vezes ao mês. Pagando pelo valor médio de R$ 60, lá se vão R$ 300 do lucro, fora, aluguel, compra de materiais, etc.

Na perspectiva de aumento, a comerciante começa a se programar, para talvez subir também, o preço dos salgados. “E a clientela o vai ter que se conformar né. Por que se a gente não trabalhar pra vender também ninguém come”, afirma.

As donas de casa também se preparam para o possível aumento, com estratégias de economizar o gás de cozinha. A dona de casa Eliene Moraes por exemplo, tem várias dicas, entre elas, cozinhar o arroz com água quente. “Eu fervo a água antes de colocar no arroz. A gente frita o arroz, coloca a água e abaixa o fogo, pra economizar mais ainda”, sugere.

Além de tampar as panelas durante o cozimento dos alimentos, usar a panela de pressão sempre que possível, também ajuda a reduzir o gasto com gás. “A panela de pressão tapa, veda e o cozimento é mais rápido. Menos gasto de gás e a comida fica deliciosa”, explica.

Toda essa estratégia vem em um momento em que o brasileiro já está acostumado a reduzir gastos. É o preço que se paga em tempos de crise econômica, reflexo, da crise política.

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