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Pesquisadores fazem sobrevoo para estudar geoglifos

Esforço de pesquisadores é pelo tombamento

No encerramento do 3º Simpósio Internacional de Arqueologia da Amazônia Ocidental, a aula foi nas estradas, nos campos e no ar. A verificação das imagens cravadas na terra chama atenção de pesquisadores de várias partes do mundo.

O objetivo dos pesquisadores é efetivar o tombamento e patrimonialização dos geoglifos. NO Acre, a região da BR-317 é onde está registrada a maior parte dessas imagens. Alguns pesquisadores viram as imagens tão perto pela primeira vez. A arqueóloga do Amapá Mariana Cabral ficou encantada com o que viu no sobrevoo em uma pequena aeronave. “O que nós temos aqui é algo que precisa ser preservado, para o bem da Ciência”, frisou a pesquisadora.

Os drones, estruturas eletrônicas aladas equipados com câmeras de qualidade digital, são aliados importantes dos pesquisadores. Com eles, a observação fica mais barata porque diminui os custos dos sobrevoos.

No Acre, existem cerca de 500 sítios arqueológicos catalogados pelos pesquisadores. Todos georeferenciados. O sítio Jacó, à beira da estrada foi um dos primeiros locais. Os pesquisadores entendem que essas figuras são vestígios de civilizações muito antigas, que viveram nessa região há milhares de anos.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) trabalha junto com os pesquisadores para transformar esses locais em patrimônio histórico. “O esforço é para preservar esses ambientes e compreender o que aconteceu aqui efetivamente. É uma maneira de entedermos a nós mesmos”, disse o superintendente da Iphan, Deyvesson Gusmão.

Na região, já foram feitos trabalhos de escavações e encontradas cerca de 20 mil peças de cerâmica. Um trabalho que se estende desde o fim da década dos setenta.

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