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População discute alteração do fuso horário do Acre

Duas horas de diferença para Brasília voltam no dia 10

A lei que estabelece o horário do Acre e de parte do Amazonas em duas horas a menos que o de Brasília (DF), sancionada pela presidente Dilma Rousseff e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (31), ainda gera polêmica entre os acreanos.

Para muitos a ‘novidade’ não poderá ser absorvida no cotidiano tão rapidamente já que, de acordo com o texto, o novo horário passa a vigorar a partir do segundo domingo de novembro, dia 10. Devido ao horário de verão, a diferença fica de três horas em relação a Brasília até fevereiro.

“Duas mudanças no horário em um mês é complicado. A programação fica totalmente diferente, mas em toda a história, os mais prejudicados são as crianças”, disse a dona de casa Maria Lurdes, 38.

A volta do horário é um pedido feito pela população acreana e mostra o resultado da democracia, já que quando passou para uma hora de diferença, feito pelo governador Tião Viana (PT-AC), em 2008, a sociedade acreana não foi ouvida.

“É o resultado que a sociedade merece ser ouvida, pois nós, eleitores, é que votamos. Do mesmo jeito que vivíamos com duas horas de diferença, vamos continuar”, comentou o aposentado Lúcio Moura, 68.

A mudança compreende todo o estado do Acre e a parte do estado do Amazonas localizada na região do município de Tabatinga.

“Com polêmica ou sem polêmica, essa é a relidade que todos nós temos que nos adequar a partir do dia 10”, postou o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC).

Dia do Basta

Durante o Dia do Basta, realizado em junho, quando milhares de pessoas foram às ruas de Rio Branco, muitos manifestantes levantaram faixas e cartazes protestando sobre o horário do Acre. Muitos criticavam o governo por ter mudado o horário sem apoio da população. 

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