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Porto Acre comemora 27 anos de emancipação política

Pecuária e agricultura: economias que prevalecem na cidade

O município que foi palco da Revolução Acriana, Porto Acre, comemora 27 anos de emancipação política. O crescimento por aqui chega aos poucos e os desafios aumentam cada vez mais.

Distante cerca de 60 km de Rio Branco, Porto Acre mantém aquele ritmo de cidade do interior. Composto por seis vilas, São Vicente, V, INCRA, Caquetá e a sede, Porto Acre, como um todo, possui uma população estimada de 23 mil habitantes.

O aniversário, mesmo, foi no dia 28, mas a prefeitura decidiu comemorar a data junto ao dia do trabalhador. Na cidade, os preparativos mobilizaram uma das principais praças da região. Muito que se comemorar, muito mais ainda o que fazer.

“Nós temos problemas sim, mas também temos crescido. O recurso que recebemos é equiparado ao recurso que recebe o bujari, que recebe o quinari, que praticamente são só uma sede, mas tem desenvolvido, tem crescido e vai crescer muito mais. Hoje nós temos 32 projetos aprovados no ministério, nós estamos com R$ 74 milhões de projetos encaminhados a todos os ministérios federas, estamos já discutindo as parcerias com o governo do Estado, esse ano Porto Acre vai ter uma evolução muito grande”, disse o prefeito de Porto Acre, Bené Damasceno.

No município, dependendo da vila, a economia tem dois grandes segmentos. Pecuária e agricultura. A maioria dos moradores já vive na zona urbana, mas os trabalhos, cerca de 82%, ainda são realizados na zona rural, uma característica que contribui para manter esse clima de cidade pequena.

Francisco mora em Porto Acre há 46 anos e acompanhou as poucas mudanças que ocorreram no município. Ele reclama da falta de investimentos por parte do governo, mas mesmo assim, garante que nunca pensou em deixar a vila.

“Porto Acre era para ser o melhor município do Acre e não é porque tem que abastecer Vila do V, Vila do INCRA e Caquetá e fica difícil recurso, mas eu gosto daqui, nunca tive vontade de ir embora”, falou o aposentado, Francisco Alves.

Já seu João nunca morou em Porto Acre, a casa dele fica a 4 horas de barco, mas desde jovem, vem à cidade vender o que produz e comprar o que precisa. Hoje, ele não trabalha mais, mas as visitas, essas são difíceis de abandonar.

E é nesse ritmo que moradores e amigos levam em Porto Acre. Um lugar onde todos se conhecem, onde o relógio parece girar mais lento e onde muitos forasteiros, como dona Idália Almeida, que é de Cuiabá, mas vive aqui há mais de vinte anos, foram abraçados como verdadeiros filhos da terra.

“Quando eu cheguei aqui era bem feio, quase não tinha casa, uma vez eu fui ao centro da cidade, mal cheguei já era o rio e eu pensei “Valha-me Deus, o que eu vim fazer aqui””, concluiu a comerciante Idália.

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