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Possível desavença com moradores provoca demolição

Imóvel comercial demolido no Manoel Julião

Da noite para o dia, uma família perdeu um ponto comercial, no bairro Manoel Julião. E como isso aconteceu? Alguém pagou para uma máquina pesada demolir o espaço. Virou caso de polícia e a proprietária do imóvel quer uma resposta à ação que considera criminosa.

O ponto comercial que existia no Conjunto Manoel Julião há 26 anos em um piscar de olhos virou pedaços de concreto. Por volta das 7 da manhã da última sexta-feira, uma retroescavadeira demoliu o espaço que pertencia a Francisca Elisabeth Tenório.

As câmeras de vigilância de um comércio registraram a demolição, que Elisabeth considera criminosa. “Eu defino isso aí como uma ação criminosa, maldosa. Por que é um lugar igual aos demais, não incomodava a entrada e saída de nenhum morador. Nunca pegou água de condomínio nenhum, pra dizer ah, por que incomoda com água, luz”, disse.

“Nós estamos pedindo a todos os moradores do Conjunto Manoel Julião ou qualquer outro cidadão que tenha conhecimento do executor, do mandante dessa ação criminosa que nos procure e nos informe. Qualquer informação é bem vinda, por que nós precisamos descobrir, já que o órgão que poderia ter feito, não fez”, apela.

Elisabeth primeiro procurou a Prefeitura de Rio Branco para saber se a determinação de derrubar o ponto teria partido do município, mas lá foi informada que ninguém autorizou a demolição. Depois disso a dona do ponto procurou a Polícia e registrou boletim de ocorrência. A família espera a abertura de investigação.

A proprietária do ponto suspeita de síndicos do conjunto que já apresentaram à prefeitura diversos pedidos de demolição. Ela afirma que não vai entrar em uma guerra com os autores da ação, levantando novas paredes, antes que as autoridades competentes decidam sobre o caso.

A família que alugava o espaço não tem documentação que comprove posse. Eles possuem outros tipos de registros que dão ciência da propriedade desde o ano de 1991. “Nenhum comércio dentro do conjunto Manoel Julião tem documento de posse por que a prefeitura não libera essa documentação. Eu até procurei porque gosto de trabalhar com as minhas coisas tudo certinho, dentro da lei, mas isso nunca foi me permitido”, argumenta.

Em todo conjunto, vários comércios estão ameaçados. Neste salão, uma das funcionárias que não quis gravar entrevista relatou a nossa equipe que já houve reuniões onde foi dito que todos os comércios no entorno dos blocos serão colocados abaixo. A funcionária explicou que todos estão apreensivos. No salão, três famílias dependem da renda do local pra sobreviver.

 

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