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Prefeitura de Rio Branco demole casa de família pobre

“Do aluguel social eu já vim”, diz moradora

Moradora de uma área permanente de preservação ambiental no bairro Tucumã teve a casa demolida na manhã desta segunda-feira (23) por fiscais da Prefeitura de Rio Branco.

Segundo o proprietário, isso ocorreu porque ele não estava mais morando na casa e já até havia vendido a propriedade para uma mulher, por R$ 2 mil. O homem alega que tem um documento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente que permite que as famílias fiquem no terreno até que ganhem uma casa popular. “Eu tenho esses documentos da Semeia”, afirmou o padeiro Antônio Carlos Almeida.

A desempregada Neyla Ducigelda que comprou o imóvel há poucos dias já estava se preparando para fazer a mudança, mas não deu tempo. “Quando a gente viu essa oportunidade de ter um canto pra gente morar, aí o que aconteceu? Eles vieram desmancharam, eu não trouxe nem meus filhos pra eles não verem essa situação triste. Hoje está aí a nossa situação, com a nossa casa destruída”, lamentou.

Na mesma área de invasão, a autônoma Antônia de Carvalho construiu uma pequena casa nesse final de semana com ajuda de amigos. Ela alega que estava morando com ajuda do aluguel social, mas o poder público não pagava há vários meses.

Foi quando ela decidiu ocupar o terreno. “Nisso eu fui expulsa do aluguel social, fiz minha casinha aqui através de doação de amigos e o pessoal da prefeitura chega sem ordem de despejo e diz que a solução é o aluguel social. Mas, como se do aluguel social eu já vim?”, questionou.

A equipe de reportagem da TV Gazeta procurou o fiscal da prefeitura para saber o que vai acontecer com essas famílias, mas ele não deu detalhes. Explicou apenas que a casa demolida, além de estar em área de APP, estava abandonada e que as demais residências não serão demolidas, por enquanto.

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