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Presidente do Crea-Ac fala sobre cheia do Madeira em Goiânia

Representante acreano participa de Colégio de Presidentes

O presidente do Crea-Ac, engenheiro civil Amarildo Uchôa Pinheiro, foi quem abriu o segundo dia de palestras da 3ª Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea, que começou no dia 7 e termina nesta sexta-feira, 9, em Goiânia-GO. O assunto: as conseqüências da enchente histórica do rio Madeira para o Acre, principalmente em torno da economia.

“O Acre ficou totalmente desabastecido de combustível, de alimentos, entre outras necessidades. Tivemos que apelar para a Força Aérea Brasileira e também para o governo do Peru. Ficamos completamente isolados”, disse o presidente. Durante sua apresentação, foram mostrados trechos críticos da cheia na BR-364. Segundo estimativas do DNIT, um custo final de mais de 200 milhões serão necessários para recuperar os cerca de 90 quilômetros de estrada atingidos, em uma reconstrução completa. “É inquestionável a participação da engenharia no desenvolvimento e nas melhorias para o bem estar da humanidade. Porém, devemos ter bastante cautela no trato com a natureza, sob pena de pagarmos um preço muito alto, comprometendo inclusive futuras gerações”, disse Amarildo Uchôa.

O presidente do Crea-RO, Nélio Alencar, também manifestou as consequências da cheia para o seu Estado, que esteve entre os atingidos pelo desastre. “Só em Rondônia, mais de 20 mil pessoas ficaram desabrigadas. O Crea não ficou omisso e prestou sua solidariedade a quem até hoje está precisando de moradia”, relatou. Em sua fala, o gestor criticou as posturas dos governos municipal, estadual e federal, que considerou desumanas. “Um acampamento foi disponibilizado pela Defesa Civil e pelo Governo Federal. Mas segundo o laudo feito pelo Crea-RO, a área era completamente inadequada. Além disso, as barracas disponibilizadas pelo governo envergonhariam qualquer cidadão. Houve também o superfaturamento  de cestas básicas”, denunciou. O gestor relatou, ainda, que Acre e Rondônia passaram por dificuldades sozinhos, sem qualquer repercussão a nível nacional. “A mídia não deu esse grito de alerta. A falta de solidariedade dos governos foi assustadora. Deplorável ver o sofrimento dos nossos irmãos”. Segundo ele, os estados
– Acre e Rondônia – estão até hoje “aguardando respostas que não ecoaram por seus estados”.

Diante do exposto, o presidente do Crea-PA, Eng. Agr. Antônio Carlos Alberio, manifestou a necessidade do Sistema criar mecanismos para que manifestações e alertas sejam emitidos aos órgãos governamentais sempre que possível, como forma de evitar mais desastres. “Evidentemente, existem fatores que fogem do controle humano, mas testemunhamos em Porto Velho o exemplo do que pode causar a falta de planejamento. Acontece que, às vezes, o interesse político se sobrepõe a recomendações técnicas. E isso não pode, em instância alguma, acontecer”, afirmou.

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