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Acre realiza 1ª cirurgia bariátrica por videolaparoscopia

Procedimento foi realizado na Fundhacre

O Governo do Estado do Acre por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) realizou na manhã desta terça-feira (30), a primeira cirurgia bariátrica por videolaparoscopia autorizada pelo SUS na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre).

Em 2016, cerca de 100 mil cirurgias bariátricas foram realizadas no Brasil. Desse total, apenas 10% delas foram por meio da rede pública. Uma porcentagem bem pequena que começou a mudar a partir de 2017, quando uma portaria, que incorporava a videolaparoscopia nos procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foi publicada no diário Oficial da União.

A paciente é uma mulher de 36 anos que pesa 107 quilos e meio. A cirurgia bariátrica por videolaparoscopia é bem menos invasiva que a cirurgia aberta.

O médico Lúcio Brasil, presidente do Hospital das Clínicas, explica que existe uma série de vantagens nesse tipo de intervenção, que vão desde os dias de internação até o tempo que a paciente leva para se recuperar.

“Na cirurgia aberta o risco de infecção é muito grande, pois é uma cirurgia longa, tem que abrir a barriga toda, tem que fazer uma laparotomia e a cirurgia fechada por vídeo você só faz quatro furinhos na barriga e o risco de infecção é muito pequeno. É importante salientar que para a cirurgia ser feita precisa todo um processo psicológico, o paciente passa por várias clínicas de psicologia, nutrição, pois são pacientes obesos que comem muito e a partir da cirurgia vai precisar comer pouco, bem restrito e isso mexe com o psicológico e por isso a importância de uma equipe interdisciplinar”, explicou o presidente do Hospital, Lúcio Brasil.

Quem também esteve no hospital das Clínicas durante a primeira cirurgia bariátrica por videolaparoscopia no Acre, foi o Secretário Estadual de Saúde. Alysson Bestene comemora a realização do procedimento, ele explica que o Estado se preparou bastante para poder oferecer a intervenção, já que se trata de uma cirurgia cara, que custa cerca de R$ 25 mil.

“Nós temos todo um processo de regulação do Estado onde realmente passa por uma equipe multiprofissional, psicólogos, nutricionistas e uma vez o paciente estando apto a realizar essa cirurgia nós vamos poder fazer um triagem para levar para o centro cirúrgico na Fundhacre onde nós temos essa equipe maravilhosa que vai poder fazer esse trabalho”, concluiu o secretário de saúde.

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