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Produtores sentem efeitos negativos da boa safra

Aumento da produção impacta preço e armazenagem

Os produtores que investiram na produção de milho no Acre não sabem o que fazer com os estoques. Não existem compradores e o preço oferecido no mercado interno é menor que o custo de produção. Para piorar, chegou o período de colheita do milho safrinha e vai faltar local para estocar.

A cultura do milho nunca apresentou números tão positivos no Estado. Foram plantados 12 mil hectares. Depois de safra recorde, vem agora a dor de cabeça: a maior parte do milho da colheita passada ainda está estocada. Os silos do Estado e particulares estão lotados. Só com o governo são 20 mil toneladas de milho esperando compradores.

Muitos produtores usaram recursos próprios para plantar, esperando que o pós colheita fosse vender o milho.

Para o secretário de Estado de Agropecuária, José Reis, não existe outra saída: o produtor vai ter que esperar melhores preços para repor o dinheiro aplicado. É que o preço oferecido hoje pela saca de 50 Kg é menor que o custo de produção.

A venda interna ainda é pequena, o maior consumidor, a Acreaves, em Brasileia, já comercializou toneladas suficientes para os próximos meses. A venda para os pequenos produtores ficou prejudicada com o milho oferecido pela Conab.

São 400 toneladas do produto que vieram do Mato Grosso e estão sendo vendidas a R$ 27,50 a saca de 50 quilos. “Bem abaixo do que pretendia o produtor do Acre que quer alcançar R$ 34 na saca de 50 quilos. A alternativa é esperar o mercado oferecer novos preços. Vender agora é prejuízo”, alegou.

O produtor Raiolando Costa explicou que a safra recorde terminou trazendo problemas para o Estado, pois o milho não tem liquidez que é a venda rápida. “Estocar o milho não é uma questão de esperar o comprador. Existe um custo com produtos químicos para manter os grãos longe de pragas e as taxas de armazenamento. Se o preço não subir, o que vai aumentar mesmo é o prejuízo”, alertou.

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