Professor pesquisa insetos aquáticos em igarapés do rio Acre

Diego Viana é professor do Ensino Médio e Ensino Superior no Instituto Federal do Acre

Natural de Fortaleza, no Ceará, Diego Viana é professor do Ensino Médio e Ensino Superior no Instituto Federal do Acre (Ifac) há 5 anos, na cidade de Rio Branco. Biólogo de formação, o professor também é mestre em Ecologia e Manejo dos Recursos Naturais, além de ter feito doutorado em Biodiversidade e Biotecnologia.

Atualmente Viana pesquisa a distribuição de insetos aquáticos em igarapés da bacia do Rio Acre. “A pesquisa com insetos aquáticos, sob minha coordenação, iniciou em 2006, no Parque Nacional da Serra do Divisor. Após isso, foram desenvolvidas algumas pesquisas na bacia do rio Iquiri, Iaco, e agora na bacia do rio Acre”, conta.

Até o momento, o estudo coordenado pelo professor já identificou cerca de nove grupos diferentes de insetos aquáticos, além de crustáceos e oligochaetas – invertebrados semelhantes a vermes. Em 2019, durante a pesquisa na tese de doutorado de Viana, foram coletadas mais de 15 espécies só de libélulas em igarapés pertencentes à bacia do rio Acre na cidade de Porto Acre.

“A pesquisa com insetos aquáticos é desafiadora. Não temos grandes referências no estado para trocar informações e auxiliar na identificação das espécies. Além disso, o trabalho de pesquisa na Amazônia requer uma logística com alto custo”, afirma Viana.

Quando perguntado sobre a principal relevância da pesquisa, o professor afirmou que considera como os principais pontos do trabalho desenvolver nos alunos o pensamento científico e divulgar à comunidade a importância de preservar o meio ambiente.

Recentemente Diego Viana teve a aprovação de um projeto de iniciação científica que permitirá a continuidade do projeto com o estudo de percevejos aquáticos, só que dessa vez terá a participação do bolsista Douglas Menezes e a parceria da mestranda Kelly Kimpara, da Universidade Federal do Acre (Ufac), que também desenvolve um projeto na bacia.

“As políticas para atrair pesquisadores são escassas, o que torna o trabalho mais difícil pela falta de profissionais. Assim, seguimos com a proposta de formar nossos pesquisadores de entomologia aquática e atrair novos alunos na comunidade para formação nessa área”, concluiu o professor.

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