Professor pesquisa o bambu para diagnosticar câncer no Acre

Projeto é realizado na Universidade Federal do Acre, no campus de Sena Madureira

Fotos: Cedidas.

Do Alagoas para o Acre, um colecionador de pesquisas, experiências e vivências científicas, é assim que tem sido a vida do professor Marcelo Ramon, formado em Química na Universidade Federal do Alagoas (Ufal). No momento ele está afastado do Instituto Federal do Acre (Ifac), para realização do doutorado, com tema de Preparação e Caracterização de Pontos Quânticos de Carbono, para o diagnóstico do câncer a partir do bambu.

O estudo é realizado na Universidade Federal do Acre (Ufac), no campus de Sena Madureira. A pesquisa surgiu através de leituras em assuntos mais discutidos no mundo da ciência, pois atualmente os métodos convencionais na maioria das vezes diagnostica o câncer em estágio mais avançado, fazendo com que as chances de cura se tornem poucas.

“A principal diferença para o método convencional, é que nós usamos recursos amazônicos abundantes da nossa região, o bambu, pelo alto crescimento em cinco anos, considerado pouco tempo. Dessa forma, conseguimos diagnosticar células tumorais no câncer em sua face inicial”, explicou professor Ramon.

Segundo o docente, no momento, o teste acontece em camundongos, são introduzidas células cancerígenas, ou seja, é necessário desenvolver um câncer nesses animais, para em seguida injetar o produto da pesquisa.

“Para a realização das pesquisas, o principal desafio enfrentado é a falta de investimentos em equipamentos para os laboratórios de pesquisas, pois geralmente são aparelhos caros, modernos, tecnológicos”, afirmou Marcelo.

Mesmo com os desafios, as pesquisas são realizadas, pois a sua paixão em realizar esses estudos vai muito além das dificuldades. “Hoje eu gosto do que faço. Espero que no futuro essa profissão seja reconhecida pela gestão pública, assim como é reconhecida nos países desenvolvidos, e assim seremos bem remunerados pelo nosso trabalho”, concluiu o professor.

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