Queimadas e falta de chuva podem aumentar preço da carne bovina

No Acre, Animais precisam tomar suplementação para não perder peso nessa época

A falta de chuvas vem secando o pasto, e para o gado não perder peso os pecuaristas começam a dar suplementação com ração à base de milho e soja, aumentando entre 10% e 20% o custo do animal. Esse novo gasto pode chegar ao consumidor com o aumento do preço da carne.

Segundo o presidente da Federação da Agricultura do Acre, Assuero Veronez, por enquanto os preços estão se mantendo, mas, se a seca for prolongada, a demanda de oferta para abate se retrai, com isso, falta gado nos frigoríficos. Com menos boi, a tendência é o preço aumentar.

“Com essa situação de seca atual uma coisa já ficou bem clara, o preço da carne para o consumidor não vai baixar. Agora se a seca ficar mais intensa vai faltar gado no mercado e a tendência natural é o preço subir”, explicou Assuero.

Já são 45 dias sem chuvas na região do Alto e Baixo Acre, e por causa da falta de água o pasto é atingido e a vegetação começa a perder o verde. Muitas áreas de pasto foram destruídas em razão das queimadas, e até o pasto seco o gado não pode mais comer.

Para que o bovino não perca muito peso, os pecuaristas precisam suplementar a alimentação com ração à base de milho e soja, o que também aumenta a quantidade de sal mineral. Sem proteínas o animal fica fraco e sem engordar não pode ser vendido para o abate.

“Por causa do alto custo do complemento na alimentação do gado, a maioria dos pecuaristas só vai dar o suplemento para o animal que está prestes a ser negociado com os frigoríficos. Os outros vão continuar no pasto e como vão perder peso, só serão negociados quando voltarem a recuperar o peso, com isso reduz em muito a oferta de animais para abate, o que traz consequência para o mercado da carne”, detalhou Veronez.

Os pecuaristas mais otimistas acreditam que as chuvas vão chegar ainda no mês de setembro, e logo em outubro os pastos estarão recuperados e o gado poderá se alimentar sem o auxílio de complemento alimentar, aumentando a oferta de animais para o abate.

 

Com informações do repórter Adailson Oliveira (Foto: TV Gazeta)

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