Queimadas e tempo seco apresentam perigos à saúde

Confira dicas para evitar problemas de saúde devido a fumaça

Todo ano a situação se repete, sem chuva no período do verão amazônico, a umidade do ar despenca, gerando uma série de problemas que comprometem tanto a saúde quanto o meio-ambiente. As queimadas, que ocorrem com uma grande frequência nessa época, são as principais vilãs dessa história.

Durante esses meses do ano a cena de queimadas e fumaças se torna comum no estado do Acre, áreas com vegetação seca se tornam vulneráveis ao fogo, o resultado é a destruição pela queima.

A Defesa Civil de Rio Branco, tenta de várias maneiras inibir essa prática, uma série de ações são desenvolvidas, mas a falta de conscientização por parte de algumas pessoas, deixa esse trabalho bem mais complicado.

 “As ações da Defesa Civil se intensificam nesse momento juntando todos os órgãos para poder juntos fazer o combate e dar as respostas necessárias para a comunidade tanto na área de patrimônio quando na área de resposta e fiscalização”, informou o coordenador na Defesa Civil de Rio Branco, Major Cláudio Falcão.

Além de matar a vegetação e contaminar o solo, a fumaça ocasiona uma série de danos à saúde das pessoas. Mesmo quem não possui nenhum tipo de doença, corre o risco de desenvolver problemas por inalar oxigênio poluído.

Segundo o médico infectologista, Eduardo Farias, podem surgir irritações nos olhos, ressecamento nas vias respiratórias e até mesmo crises de asma e processos alérgicos.

O ideal seria que não ocorressem as queimadas, mas, como por enquanto a falta de conscientização de parte da população não permite essa realidade, algumas dicas para evitar o surgimento de doenças por causa da fumaça, podem ajudar a amenizar a situação.

“A máscara que estamos usando por conta da covid-19 ajuda há filtrar um pouco, mas as partículas menores não são filtradas por esse tipo de máscara que usamos normalmente. Recomendamos sempre que procure melhorar a umidificação do ambiente da sua casa com toalhas úmidas, isso ajuda a umidificar mais o ar”, concluiu o médico infectologista Eduardo Farias.

Escrito por: Débora Ribeiro.

Foto: TV Gazeta.

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