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Regularização fundiária chega às igrejas da Capital

Iteracre começa documentar instituições religiosas

Mesmo com inúmeras dificuldades para executar a regularização fundiária no Estado, o Iteracre iniciou uma força tarefa para documentar imóveis de instituições religiosas. Até o final do ano 50 imóveis no primeiro distrito da capital serão regularizados.

O bispo da igreja católica em Rio Branco, Dom Joaquim Pertiñez  recebeu na manhã desta terça-feira (1), o diretor do Iteracre, (Instituto de Terras do Acre), Glenilson Figueiredo, para tratar de assuntos fundiários. A igreja não sabe ao certo, qual o patrimônio em imóveis devido a falta de documentos para comprovar posse. Sem a segurança dos papéis, algumas propriedades até já forma invadidas.

O diretor do Iteracre foi tranquilizar o líder católico, por que o governo garante que vai avançar no trabalho de regularização fundiária com as instituições religiosas. A meta é documentar 50 imóveis até o final do ano, e em 2014 garantir mais 150 títulos definitivos às instituições. “Por entender que as instituições religiosas tem um papel importante nas comunidades com os projetos  sociais, nós estamos levando a regularização fundiária”, explicou Figueiredo.

A medida do Estado, segundo o representante da diocese vem em boa hora. Segundo levantamento, cerca de 50% dos imóveis da igreja católica não possuem escritura. “Um trabalho muito bom, interessante que vai beneficiar a todos por que é bom para todos ter tudo regularizado, tudo em ordem e documentado”, comentou Dom Joaquim.

Em Rio Branco mais de 100 mil imóveis estão sem o título definitivo. A situação de Marechal Taumaturgo é ainda pior, 100% do município está em situação irregular. Em todo Acre existem cerca de 200 loteamentos clandestinos. Segundo o Iteracre, a regularização fundiária se esbarra em diversas dificuldades. Um trabalho que pode demorar até 30 anos para ser concluído. “Encontramos por exemplo sobreposição de imóveis, quando uma propriedade tem vários títulos definitivos, mas no caso das igrejas estamos contando com a ajuda dos dirigentes para colher informações. Existe também parceria com a Prefeitura e os cartórios”, explicou.

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