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Relatório avalia impacto das queimadas na Amazônia

Três milhões de pessoas foram expostas a material nocivo

Na manhã desta quarta-feira (26), uma coletiva de imprensa do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a Human Rights Watch, avaliou o impacto que as queimadas associadas ao desmatamento na Amazônia brasileira tiveram sobre a saúde em 2019.

As conclusões do relatório indicam que as queimadas associadas ao desmatamento na Amazônia tiveram um impacto negativo significativo na saúde pública na região. Foram 2.195 internações devido a doenças respiratórias diretamente ligadas às queimadas. Destas internações, 467 (21%) foram de bebês de 0 a 12 meses de idade e 1.080 (49%) foram de pessoas idosas, com 60 anos ou mais.

Os dados disponíveis também excluem serviços privados de saúde, embora um quarto dos brasileiros possua planos de saúde privados e tendam a buscar atendimento nesses estabelecimentos.

Em agosto de 2019, cerca de três milhões de pessoas, residentes em 90 municípios da região amazônica, foram expostas a níveis nocivos de material particulado fino – conhecido como PM 2,5 – que ultrapassaram o limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para proteger a saúde.

O desmatamento no primeiro semestre de 2020 aumentou 25 por cento em relação ao mesmo período no ano passado. Junho de 2020 registrou quase 20 por cento mais focos de calor que junho de 2019, e julho teve um aumento de 28 por cento em relação ao mesmo mês do ano anterior. As previsões meteorológicas indicam a incidência de seca em grande parte da região, o que agravaria as queimadas.

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