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Restrição de oferta d’água persiste na Capital

Mesmo com bombas flutuantes, moradores enfrentam desabastecimento

O nível do rio Acre voltou subir na Capital. Na última medição, foram registrados 2,27 metros de profundidade. Setembro é considerado o mês mais crítico do ‘verão amazônico’, período que as chuvas ocorrem com menos frequência na região.

As consequências da estiagem são percebidas no abastecimento. Vários bairros da cidade sofrem com a falta d’água. Na Cerâmica, a água chega, mas não tem força para encher a caixa da casa do autônomo Jorge João.

“Já tem mais de um mês que a água não sobe. Tenho três caixas que conseguem armazenar quinze mil litros. Mas está quase tudo vazio. Só a caixa que fica no chão é que sempre fica cheia”, explicou.

Para abastecer Rio Branco, o Depasa (Departamento de Pavimentação e Saneamento) trata 1.400 litros de água por segundo. Para manter a produção, duas bombas flutuantes foram instaladas às margens do rio.

Por causa do forte calor, o gerente de Produção do Depasa argumenta que o consumo aumentou. Aliado ao fator cultural, a falta d’água é uma realidade em vários pontos da cidade.

“As pessoas usam a água de forma inadequada. Aguando a rua, lavam carro com a mangueira sempre ligada e isso dificulta o abastecimento nas regiões mais altas”, enfatizou Raílson Correia.

Por enquanto, o comportamento do manancial tem ficado dentro da normalidade para o período do ano. Mas caso haja uma baixa no nível, duas bombas flutuantes estão prontas para serem utilizadas na captação.

“São equipamentos robustos que trabalham com níveis de até 90 centímetros de lâmina d’água”, pontuou. Além da estiagem, a falta de energia elétrica compromete o sistema de abastecimento. Nos últimos dias, foram várias interrupções. Com os equipamentos parados, a lógica é simples: alguma parte da Capital vai ficar sem água.

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