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Rio Branco comemora 134 anos: problemas e esperanças

Cidade aprendeu a crescer sem organização

As comemorações aos 134 anos de Rio Branco começaram cedo. A primeira delas foi a Alvorada Festiva, promovida pela banda da Polícia Militar, que contou com moradores do entorno da Gameleira, ponto onde a cidade surgiu.

Também foi entregue hoje a revitalização do busto do cearense Neutel Maia que aportou por aqui e, a partir do seringal “Volta da Empreza”, acabou fundando a capital acriana. Atualmente, são mais de 350 mil habitantes, diversos bairros, prédios, monumentos e uma longa história.

O turista catarinense André Vidaletti veio com a esposa ao estado para visitar as aldeias indígenas e aproveitou para conhecer a Gameleira e registrar esse momento, justamente no dia do aniversário da cidade que, apesar de ser considerada acolhedora por quem passa por aqui, também é alvo de preconceito dos moradores dos outros estados do país.

“É bem agradável. Estamos conhecendo. Vamos hoje pra uma aldeia, conhecer a nossa raiz, porque lá temos pouco contato, e é um prazer estarmos pegando justamente o aniversário. É interessante isso”.

Os moradores antigos têm sempre uma história para contar. Aposentado, o senhor Francisco Peres nasceu no interior do Acre, mas chegou à Capital há 30 anos. Daqui, ele não quer mais sair e se diz um homem feliz. “Minha terra natal, nasci e me criei aqui, e tenho fé em Deus de morrer e ficar aqui mesmo, aqui é meu chão”.

Mas, tem gente que não pensa dessa forma. O também aposentado Francisco de Oliveira Barbosa recorda que antes os moradores tinham mais segurança e andavam livremente, sem medo.

Hoje, aos 82 anos de idade, e lúcido, ele classifica Rio Branco como uma cidade perigosa. “Eu ia a pé pra Estação meia noite e não me acontecia nada, hoje eu não me atrevo a fazer isso mais”.

Ao longo desses 134 anos, Rio Branco vive um paradoxo de qualquer cidade que está em crescimento. Ao mesmo tempo em que evoluiu, também apresenta problemas. isso na estrutura física, na saúde, educação, segurança, lazer, turismo e cultura.

A margarida Rosa Araújo reclama que alguns riobranquenses não ajudam no seu trabalho e fazem das ruas um verdadeiro lixão. Ela disse que gosta do que faz: manter a cidade limpa. Mas, parte dos moradores daqui não faz o mesmo.

“Não são pessoas educadas. Elas jogam muito lixo no chão. Se nós passarmos dois dias sem limpar, Rio Branco vira lixão, as pessoas precisam ter mais educação”.

De forma boa ou ruim, Rio Branco segue fazendo a história de pessoas que moram, visitam ou apenas passam por aqui. “Eu desejo muita prosperidade, muita saúde pra todos, e paz que as pessoas não estão tendo”, disse a aposentada Valmira do Carmo.

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