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Safra 2017 de castanha deve cair pela metade

Estimativa da Cooperacre é de colher 1,8 mil toneladas

A maior cooperativa de beneficiamento de castanha do Brasil em atividade no país, a Cooperacre, calcula que a safra de 2017 deve cair pela metade, comparada ao ano passado.

A estimativa é que a extração alcance, no máximo, 600 mil latas: algo em torno de 1,8 mil toneladas (a unidade de medida “lata” equivale a aproximadamente 3 Kg). “É a menor safra de todos os tempos”, prevê o superintendente da cooperativa, Manoel Monteiro.

A experiência dos extrativistas e dos técnicos da cooperativa aponta que a “variação climática” responde, em parte, pela baixa produtividade. “Além disso, a extração madeireira, seja por meio do manejo, seja pelas atividades de extrativistas pouco cuidadosos”, critica Monteiro, “deixa a planta vulnerável e ela não flora”. A expectativa é que a safra de 2018 seja bem melhor.

A Cooperacre se adianta e já anuncia que vai cumprir os contratos já formalizados. Mas, “em parte”, a lucratividade dos cooperados pode ficar comprometida. Uma parte da produção, comercializada fora do contrato será suspensa pela falta do produto.

Ainda não se tem um cálculo de quanto a escassez deve impactar no preço de comercialização. “O que é preciso deixar claro é que os contratos serão honrados”, assegura Monteiro.

A Cooperacre possui aproximadamente 2,5 mil famílias extrativistas cooperadas. Com apoio do Governo do Acre, a cooperativa administra três usinas de beneficiamento de castanha (Brasileia, Rio Branco e Xapuri). Mantém comércio com indústrias de 20 estados do país.

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