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Salário mínimo: trabalhador acreano repudia os 6,6%

Valor de R$ 678 vai para R$ 724,00, a partir de 1º de Janeiro

De acordo com projeto de Lei orçamentária (PLOA), votado e aprovado pelo  Congresso Nacional, na madrugada desta quarta-feira, 18, o governo reajustou o salário mínimo, a partir de 1º de janeiro, em R$ 724,00. Para o trabalhador acreano, o reajuste de 6,62% é uma afronta e não atende às necessidades do orçamento familiar

Cerca de um terço da população brasileira recebe um salário mínimo. O valor atual de R$ 678 vai subir para R$ 724,00 a partir de 1º de Janeiro de 2014. O valor representa um reajuste de 6,6%. O impacto nas contas públicas com o pagamento de benefícios será de 29,2 bilhões no próximo ano.

Para o trabalhador acreano, o aumento de R$ 45,00 representa muito pouco e é imoral. “Eu acho que é uma imoralidade dos nossos políticos que só olham o bem estar deles”, critica Antônio Neves. Para a vendedora Vera Lúcia, os brasileiros se sentem injustiçados. “Enquanto os políticos ganham muito e vários auxílios o povo ganha uma miséria”, disse

Segundo cálculo do Dieese (Departamento intersindical de estudos econômicos), o trabalhador brasileiro deveria ganhar cerca de R$ 2750,00 por mês, ou seja, 4 vezes mais que o mínimo em vigor. Esse valor atenderia a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir necessidades prioritárias do cidadão, como: alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Para o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, o cálculo do Dieese não seria suportado nem pelo setor público, nem pelo privado. “Eu acho que são dois flancos de batalha, primeiro que é preciso manter a fórmula de cálculo de hoje já que parte do empresariado quer diminuir, e a outra é depois de manter, expandir”, justificou.

Segundo Freitas, um acordo entre o governo e a CUT para 2015, prevê um aumento no salário mínimo de pelo menos 14%.

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