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Seca do Rio Acre já afeta pequena produção ribeirinha

Alguns produtos já faltam em feiras populares

Com o nível do Rio Acre cada vez mais baixo, os produtores de Rio Branco começam a ter prejuízo. O nível do rio já é o segundo mais baixo já registrado em 12 anos, perdendo apenas para o registrado no ano passado. O problema já afeta a produção ribeirinha e traz falta de produtos em feiras dos mercados populares.

Para os produtores rurais o período prejudica principalmente a produção de hortaliças e frutas. De acordo com a feirante e produtora rural Aparecida Almeida, o reflexo da seca já pode ser sentido pelos consumidores, pois alguns produtos já tiveram aumento de preço.

“Com tudo seco não tem como plantar. As verduras caem mesmo e vem o aumento de preço por conta disso, porque fica escasso mesmo”.

A feirante Maria Rosemira também passa pelo problema. Sem água muitas vezes os produtos estragam. “O coentro, por exemplo, se perde com facilidade, porque precisa de bastante água”.
Enquanto os feirantes passam por problemas, os peixeiros aproveitam o período para faturar.

Enquanto o rio Purus ainda apresenta condições favoráveis à navegação, o fornecedor de peixes Elias Rego Paixão, continua com os trabalhos, “esse período agora é piracema de peixe, tem muito mandim, surubim, matrinchã, não tem como dizer que falta peixe nessa época, não”.

Apesar da tranquilidade, Elias conta que os últimos dias de agosto e primeiros de setembro são os mais críticos, pois o rio fica muito seco, dificultando a pesca. “No final de agosto, começa a faltar peixe, porque começa a secar demais e não tem como pescar. Enquanto isso tem que aproveitar”.

Segundo o Major do Corpo e Bombeiros, Claudio Falcão, não há previsão de chuvas para os próximos dias. “Isso já nos causa preocupação, porque o nível do rio estando baixo reflete em tudo mais que é fora do rio, que é a seca, as queimadas, a fauna dos rios, a navegação, então desencadeia uma série de prejuízos ecológicos e também financeiros para quem depende do rio”.

O Rio Acre está com 1,79 m hoje. No mesmo período de 2016, ele apresentava 1,43 m. No interior, a situação também é preocupante. Dos municípios banhados pelo rio Acre, apenas Assis Brasil apresenta cota acima de 2 metros.

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