020719-politica-coletiva-saude

Secretária quebra silêncio e descarta terceirização da saúde

Mudanças serão realizadas nos próximos meses

A saúde do Acre passa por problemas. Ciente da situação, a secretária da pasta, Mônica Feres, realizou coletiva de imprensa para falar sobre mudanças que serão realizadas nos próximos meses.

A frente da Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre) há um mês, ela disse que o SUS precisa funcionar. Para isso, vai implantar pontos eletrônicos nas unidades, a fim de garantir que os plantões sejam cumpridos. Isso evita que um servidor chegue fora de horário e em caso de hora extra seja recompensado.

A secretária reconhece os problemas enfrentados pelos servidores, como a situação do pró-saúde, a necessidade de negociação do plano de cargos, carreira e remuneração, além de outras pautas. Por isso, disse já ter iniciado uma conversa com os sindicatos.

Outra medida a ser adotada pela Sesacre é a integração entre todas as unidades de saúde, desde o trabalho dos agentes comunitários, com prontuários e históricos dos pacientes que são assistidos desde a atenção básica.

“Nós estamos fazendo levantamento das escalas, das pessoas com muito carinho porque essas pessoas não são cadeiras que você muda, as pessoas tem a vida delas, os médicos, enfermeiros, enfim, multidisciplinarmente eles têm a vida deles já organizada só que eu preciso reorganizar as equipes, os profissionais para esse fluxo andar, então, estamos nessa parte de levantamento de dados e vamos conversar com cada equipe, de cada unidade, de cada subunidade e de cada serviço dentro das unidades para gente fixar a carga horária das pessoas dentro de um serviço, o ortopedista do Pronto Socorro precisa fazer parte do serviço dali, ele vai receber o paciente que vem da upa ou que se acidentou, ele vai operar aquele paciente, a equipe dele vai tomar conta daquele paciente até ele receber alta, se o paciente for direcionado para fundação ele vai ser cuidado pela equipe da fundação até receber alta, quando ele voltar, para algum retorno, ele não vai para fundação a nível hospitalar, ele vai a nível ambulatorial, já que o Pronto Socorro não vai ter mais ambulatório ele vai voltar ou para Upa ou para o Tucumã onde ele vai fazer esse retorno a nível de complexidade”, disse a secretária.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*