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Secretário de meio ambiente fala sobre queimadas

Início de verão amazônico é mais propício a incêndios

O Secretário Estadual de Meio Ambiente, Edegard de Deus, participou do Gazeta Entrevista desta quinta-feira, 31. Durante a manhã do mesmo dia, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) fez lançamento do plano de prevenção, controle e combate às queimadas e incêndios florestais de 2014.

A iniciativa é devido ao início do verão amazônico já que o clima fica propício ao aumento de queimadas. “A ideia é que a gente minimize o impacto desse evento que acontece referente ao período de seca aqui no estado, e que a gente possa então passar tranquilo pelo verão sem problemas”. Ele enfatizou ainda que o que o “fogo não é bom para ninguém”, pois além dos problemas que ocasionam a saúde da população, existe o risco que produtor corre de perder o controle da queimada causando sérios prejuízos pra si para os outros.

O secretário falou também durante o programa, sobre as ações de combate e a importância em combater as queimadas. “Nós temos uma comissão estadual de gerenciamento de riscos ambientais que é composta por 41 entidades, que estão ligadas com a prevenção, o combate e o controle das queimadas. Esse é o quarto ano que a gente se reúne e faz um bom planejamento, que é o plano que foi lançado nesta quinta”, disse Edegard.
Além disso, ele enfatizou que a sociedade tem um papel importante no combate às queimadas. “A sociedade tem papel fundamental. E para fazer o seu papel, tem que procurar não queimar”.

Com relação aos pequenos produtores rurais que utilizam a técnica de limpar o terreno usando fogo, o secretário explicou eles podem realizar a “queimada controlada”, na qual devem ser observadas algumas orientações como: fazer o ‘acero’, não queimar em dias de muito vento, preferencialmente avisar os vizinhos e produtor deve tirar uma autorização junto ao IMAC. Não tem prazo para usar a licença, isso se aplica a zona rural.
Na zona urbana, está terminantemente proibida a queimada já que se entende que não há necessidade de queimar na cidade. E tem uma punição severa pra quem usa esse tipo de artificio. As multas variam de R$ 500 até R$ 2 mil.

Sobre a fumaça mais intensa durante o verão, Edgard explicou que a Bolívia, Rondônia e Mato Grosso (que fazem fronteira com o Acre) queimam bastante e devido ao deslocamento de ar a fumaça produzida por eles chega ao estado. “Assim como frio chega pelo deslocamento de ar, a fumaça é a mesma coisa. Isso não significa dizer que o Acre também não queime, ou que no Acre também não tem fumaça.” Por fim, o gestor tentou ser irônico diante da insistência do entrevistador em relação ao aumento do volume de queimadas durante o verão. “A fumaça vem do fogo”, raciocinou.

Aconpanhe a entrevista.

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