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Seguro não cobre prejuízos da explosão no Manoel Julião

Apenas seis mutuários procuraram seguro

Dos mais de 70 imóveis atingidos com a explosão de um cilindro de acetileno, no conjunto Manoel Julião, apenas seis buscaram o ressarcimento dos prejuízos em um seguro que é pago à Companhia de Habitação do Acre (Cohab).

O grande problema são as exigências da seguradora, que está tirando das famílias a chance de reconstruir a casa ou recuperar as áreas danificadas pela explosão que acontece no dia 13 de maio desse ano, matando uma pessoa e ferindo outras três.
Cerca de 12 casas foram totalmente destruídas e outras 58 tiveram pequenas avarias como telhas e vidraças quebradas.

De acordo com o contrato com a COHAB, todos teriam o direito a repor os prejuízos, já que mensalmente é cobrada a taxa da seguradora juntamente com a parcela do financiamento do imóvel.

Só que as cobranças minaram o sonho dos moradores. A primeira delas, é que o mutuário deve estar em dia com o pagamento das parcelas. Hoje, a inadimplência no conjunto chega a 70%.

Outra exigência: o imóvel deve estar registrado no nome de quem sofreu o sinistro. A maioria das casas e apartamentos teve o contrato renegociado e está no nome do primeiro mutuário.

E a última e mais complicada para quem tem uma casa: deve ter uma planta atualizada, identificando se houve mudanças na estrutura do imóvel ou reformas. Quase todos passaram por melhorias ou foram ampliadas, e isso não foi documentado.
Seguindo essas regras, mesmo as seis pessoas que deram entrada no pedido, correm o risco de não receberam nada do seguro.

O diretor da Cohab, Sebastião Flores, mostrou os processos com o laudo do corpo de bombeiros e disse que enviou os documentos para a seguradora, e está esperando uma resposta. “Agora depende da análise da seguradora, que sempre é muito exigente. Nossa parte fizemos, montamos os processos e enviamos, vamos torcer para o ressarcimento às famílias”, explicou flores.

Enquanto o dinheiro do seguro não vem, os moradores vão gastando do próprio dinheiro ou recebendo ajuda para reconstruir as casas. Apenas duas ainda não têm sinais de construção: o imóvel que explodiu, porque era alugado e o proprietário não tem recurso para reconstruir, e a casa vizinha do lado esquerdo, que está cheia de rachaduras.

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