Sem acordo salarial, professores da rede pública podem não voltar em fevereiro

Motivo é a demora das respectivas secretarias de educação quanto a proposta do novo piso salarial da categoria

O início do ano letivo na rede pública, tanto em Rio Branco quanto no Estado, previsto para fevereiro, está ameaçado. Pelo menos é o que afirma a presidente Alcilene Gurgel, do Sindicato dos Professores da Rede Pública de Ensino do Acre (Sinproacre), o motivo é a demora das respectivas secretarias de educação quanto a proposta do novo piso salarial da categoria.

“Nós já tínhamos pactuados que se o Governo não cumprisse a promessa de que até o final de dezembro nós estaríamos com a revisão do PCCR concluída, nós não iniciaríamos o ano letivo de 2022. Se cumprisse tudo bem, mas o que a gente verifica hoje é que não foi cumprido”, explica.

Além disso, ela também informou que foi feita a primeira fase no estado, que os sindicatos apresentaram
suas reivindicações e proposições realizado com a comissão da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes (SEE), junto com os sindicatos. Contudo, a segunda parte com as outras secretarias ainda não foi possível.

 “A segunda parte seria a Secretaria de Educação, setor de finanças, planejamento e PGE, pra ver o que era viável das proposições feitas apresentadas pelos sindicatos. Essa segunda fase pelo que estamos sabendo, fizemos contato com a comissão, fizemos contato com a secretária e não houve uma reunião porque a secretária, segundo ela, não conseguiu reunir, por conta do recesso, então estagnou”, informa Alcilene.

Atualmente, o professor da rede de ensino da capital com carga horária de 25 horas começa ganhando R$ 2.130 no Acre; com carga horária de 30 horas, aumenta para R$ 2.400. A proposta apresentada pelos sindicatos é de R$ 3.605 e R$ 4.326, respectivamente. De acordo com o Sinproacre, são 12 mil professores que aguardam uma posição, pouco mais de 3 mil na Prefeitura e 9 mil no Estado.

Ainda segundo a sindicalista, o piso é apenas uma das reivindicações, a categoria aguarda a solução para o Plano de Cargo Carreira e Remuneração (PCCR), e o chamado ajuste inflacionário prometido pelo Governo do Acre para janeiro.

Com informações de Márcio Souza para TV Gazeta

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