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Sem equipamentos, agentes temem contaminação

Falta estrutura à segurança de funcionários e imigrantes

Somente neste ano, mais de 1.200 senegaleses entraram no Brasil pela fronteira do Acre. O país africano já possui vários casos de ebola, doença altamente contagiosa e letal. Apesar de nenhuma ocorrência ter sido registrada no país, quem precisa manter contato com os imigrantes teme uma possível contaminação.

Como é o caso dos agentes da Polícia Federal. O presidente do sindicato que representa a categoria revela que os servidores estão apreensivos. “Com a confirmação da doença no Senegal, esse temor aumentou muito. Continuamos atendendo os imigrantes, mas o temor de contágio é grande”, enfatizou.

Servidores de vários órgãos federais estiveram reunidos na sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Várias cobranças foram feitas, como a triagem dos estrangeiros, equipamentos de proteção individual e orientações de como proceder em casos suspeitos da doença. Ao fim da conversa, veio a surpresa.

“Infelizmente, nenhuma ação de concreto foi aplicada. Estamos com essa reclamação desde o início do ano”, argumentou.

Desde 2010, o acre se transformou em rota internacional de imigração. Em 4 anos, mais de 20 mil pessoas já passaram por aqui. A falta de fiscalização torna a fronteira ainda mais vulnerável. Qualquer pessoa pode entrar ou sair do país sem muita dificuldade.

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