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Senado aprova urgência sobre aplicativo de transporte

Em Rio Branco, motoristas Uber fecharam ruas centrais

Senado aprovou a urgência para votação do projeto que regula o aplicativo Uber (e similares) das regras atualmente adotadas para os serviços de taxi. Enquanto o lobby dos taxistas agia nos bastidores do Congresso, mobilizações de motoristas do Uber aconteciam por todo país. No Acre, não foi diferente.

Dezenas de motoristas cadastrados no aplicativo Uber promoveram manifestação na tarde desta terça-feira, em Rio Branco. O ato é em protesto a projeto de lei que tramita no Senado e que prevê a cobrança de importos para regularizar o serviço de transporte particular de passageiros.

Os motoristas cadastrados no Uber em Rio Branco se concentraram no estacionamento Arena da Floresta e logo saíram em passeata pelas avenidas e principais ruas do centro da capital. Com buzinaço eles pararam em frente à Assembleia Legislativa e à Prefeitura.

À margem da carreata, alguns agentes da RB Trans acompanharam o ato, sem reação.
A manifestação que acompanhou outros protestos ocorridos pelo país teve objetivo de dizer não ao Projeto de Lei que regulariza o transporte pago e individual de passageiros. Os motoristas acreditam que o PLC 28 não é uma regulação, e sim, uma proibição disfarçada.

“A empresa Uber nos trouxe essa oportunidade de ter um trabalho, de ter nosso próprio direito e a gente não quer nenhuma outra coisa que não seja poder trabalhar”, disse o motorista Whisley Diniz.

No país, existem cerca de 100 mil motoristas cadastrados no aplicativo. Em Rio Branco, a estimativa é de 250 cadastrados. Os motoristas do Uber afirmam que o texto da lei em tramitação no Senado inviabiliza o trabalho.

“Esse projeto de lei quer regulamentar, colocar impostos. E nesse projeto tá dizendo que a gente precisa ter uma concessão de taxi também, ou seja, a gente deixaria de ser transporte privado e voltaria a ser transporte público como são os taxistas, que é esse monopólio que sabemos que vivemos”, afirmou Diniz.

Os motoristas fazem campanha em favor do texto do Senador Pedro Chaves do (PSC-MS). Em setembro passado, o parlamentar apresentou um substitutivo à proposta onde foram retirados do projeto, por exemplo, a exigência de autorização das prefeituras e de licenciamento com placas vermelhas, mantendo assim os carros fora da categoria “de aluguel”, itens considerados como entraves burocráticos.

“Todos esses carros aqui, pagam muito mais imposto que a frota inteira de taxistas. Por que não temos desconto de nada. O taxista não paga IPI quando adquire seu veículo, tem desconto nos impostos que paga anualmente, no IPVA também e a gente não tem. Imposto a gente já tem demais. Só queremos trabalhar”, concluiu o motorista.

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