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Senador boliviano passa fim de semana com a família no Acre

A visita ocorre em absoluto sigilo e a segurança foi reforçada no local

O senador boliviano Roger Pinto Molina, 53, condenado pela Justiça boliviana por abandono de dever e dano econômico, passou o final de semana hospedado em uma chácara com a esposa, mãe, filhas e netos em Rio Branco (AC). Há mais de um ano que o senador não visita a família.

A chácara fica na BR – 364, sentido Acre-Rondônia, e pertence a um senador acreano. A visita ocorre em absoluto sigilo e a segurança foi reforçada no local.

Molina é parlamentar da província de Pando, na região amazônica, e líder no Senado do grupo opositor Convergencia Nacional. Condenado pela Justiça, Molina chegou a ficar mais de um ano asilado na embaixada brasileira em La Paz.

A vinda de Molina ao Acre era esperada para a cidade de Epitaciolâdia, onde vive atualmente a família. A cidade faz fronteira com a Bolívia e, desde quando ele chegou ao Brasil, em agosto desde ano, a cidade acreana aumentou o reforço policial para evitar uma possível invasão de soldados bolivianos em solo brasileiro.

Denúncias

Na Bolívia, as denúncias contra Roger Pinto Molina são por abandono de dever e dano econômico. Ele foi condenado no mês de junho a um ano de prisão por essas acusações.

Segundo a denúncia, ele foi responsável por prejuízo de mais de 1,6 milhão de dólares aos cofres públicos em 2000, acusado de conceder recursos de maneira irregular à Universidade Amazônica de Pando. Ele responde ainda a cerca de 20 processos por desacato, venda de bens do Estado e corrupção.

Ele alega perseguição política do governo de Evo Morales por ter feito denúncias de corrupção contra o governador de Pando e entregar informes reservados a Evo sobre supostas ligações de autoridades com o narcotráfico.

Entenda o caso

Molina chegou a Brasília escoltado de fuzileiros navais em uma grande operação comandada pelo então diplomata brasileiro Eduardo Saboia – ele foi afastado do cargo por um tempo e depois retornou por autorização do Itamaraty.

A vinda de Molina não foi autorizada pelo governo boliviano e nem brasileiro, o que gerou uma crise no Palácio do Planalto e culminou com o pedido de demissão do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

Molina viajou 22 horas de La Paz a Corumbá (MS) em um automóvel da missão diplomática brasileira. Ao cruzar a fronteira, tomou um avião até Brasília.

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