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Setembro foi um dos meses mais quentes do ano

Nos primeiros 30 dias, mais calor que meses anteriores

Nos grandes centros, a greve tinha começado mais cedo e poucas cargas estavam chegando ao Acre. Com a adesão dos trabalhadores locais, muitas correspondências vão ficar nas prateleiras. Nos primeiros 20 dias do mês de setembro, foram registrados mais focos de calor que em todo o acumulado dos meses anteriores. A média de queimadas está em 107 por dia.
A consequência é a cidade invadida pela fumaça, que também chega de Rondônia, onde o número de focos de calor não para de crescer.

Com o calor intenso, a baixa umidade do ar e a fuligem, os hospitais estão lotados. Crianças e idosos são as maiores vitimas.

Na UPA dos segundo distrito encontramos o produtor rural, Antônio Joaquim dos Santos, ele vem passando os últimos dias dentro do hospital. Com tanta poeira e fumaça os filhos adoeceram. A fila mais velha está internada na UPA do segundo distrito, o filho do meio está com forte tosse e o medo é que a caçula de três meses também adoeça.

“Depois dessa fumaceira meus meninos não para de ter gripe e dor de garganta. A minha menina está internada faz dias, estamos esperando ela melhorar para continuar o tratamento em casa”, relatou.

O médico otorrino Virgílio Prado, explica que essas partículas que ficam no ar grudam na parte interna do nariz. O organismo tenta se defender com as secreções, e vêm os processos, inflamatórios. “É impossível evitar crises de sinusite e renite. Durante essa fase de queimadas têm pessoas que precisam manter o tratamento até a chegada do período chuvoso”, explicou.

Como combater as queimadas é mais difícil, o melhor é se prevenir, alertou o otorrino. Durante a noite deixe o quarto úmido com toalha molhada ou uma bacia com água e o soro fisiológico é o melhor remédio para evitar o ressecamento do nariz.

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