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Sindicato dos Soldados da Borracha: indenização da Aleac

Carvalho, no momento da expulsão da Assembleia

O Sindicato dos Aposentados, Pensionistas e Soldados da Borracha do Acre entrou com uma ação de indenização por danos morais contra a Assembleia Legislativa do Estado. O valor exigido é de R$ 1,3 milhão.

A exigência, acatada pela Justiça, é consequência de uma tumultuada sessão da Aleac em que se discutia o processo de reparação do Estado Brasileiro em relação aos Soldados da Borracha. O presidente da sessão, deputado Moisés Diniz (PCdoB), mandou os seguranças expulsarem os representantes do sindicato da Assembleia Legislativa.

A Procuradoria Geral do Estado do Acre, órgão que responde judicialmente pelam Aleac, já foi intimada a responder pelo processo.

Além do Sindicato dos Soldados da Borracha, o assistente social da instituição, Luziel Carvalho, entrou com duas ações: uma ação (pessoa física) contra a Aleac e outra especificamente contra Moisés Diniz (também por reparação de danos morais).

“Ele chegou a afirmar que eu estava trabalhando para ‘a oposição’ e fazendo campanha contra Perpétua Almeida”, argumenta. “Ele vai ter que provar isso porque eu tenho carta de preposto [fala em nome do sindicato] e eu estava ali representando uma classe, uma categoria”.

A ação que Luziel Carvalho move contra a Aleac tem valor de R$ 814,5 mil e a ação contra o cidadão Moisés Diniz é de R$ 325,8 mil.

O deputado Moisés Diniz foi procurado pela reportagem. Assegurou que ainda não foi intimado a apresentar contestações sobre a denúncia, mas não quis falar sobre o assunto. “Não quero dar declarações sobre isso”, afirmou.

O Dia D (entendendo o caso)

Em junho, o clima na Aleac estava contaminado por uma sessão ocorrida no Senado Federal (dias antes da expulsão dos sindicalistas da Aleac) em que o aposentado Belizário Costa, 96, ex-soldado da borracha, fez duras críticas à atuação da deputada Perpétua Almeida (PCdoB/AC), que tentava capitalizar politicamente a indenização oferecida pelo Governo Federal de R$ 25 mil aos ex-combatentes.

Belizário Costa considerou o desfecho injusto e falou quando lhe foi oferecida a oportunidade. O fato repercutiu negativamente para a parlamentar comunista. Os representantes do Sindicato dos Aposentados e Soldados da Borracha do Acre foram até a Aleac pressionar os parlamentares para tentar apoio político para reverter a decisão do Planalto.

Quem presidia a sessão no dia (04/06) era o deputado estadual Moisés Diniz (PCdoB), colega de partido de Perpétua. Iniciou-se um tumulto após a decisão da presidência de expulsar os representantes classistas. O presidente Diniz chegou a afirmar que o assistente social da entidade Luziel Carvalho tinha motivações políticas para estar ali na Aleac.

“Como vice-presidente da Casa, perguntei com quem eles queriam conversar. Eles vieram esfregar um papel na minha cara e dizer que iriam provar que a deputada Perpétua é mentirosa”, disse o comunista na defesa da colega. Veja o vídeo do momento da expulsão.

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