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Sindmed faz novas blitzen em hospitais da Capital

Faltam médicos: 150 pacientes em 12 horas

Em visita surpresa à Unidade de Pronto Atendimento (Upa) da Sobral, o Sindicato dos Médicos do Acre (Sindimed) constata o óbvio: é necessário fazer concurso público para contratar mais médicos. Por outro lado, a entidade também verificou que a maior parte da demanda que chega à unidade deveria ser atendida por postos de saúde.

Periodicamente, o Sindimed realiza visitas às unidades de saúde para verificar as condições de trabalho dos profissionais, oferta de medicamentos e equipamentos. Na última sexta-feira (11), feriado no estado, alusivo ao Dia Internacional da Mulher, diretores do sindicato estiveram na UPA da Sobral.

O Sindmed constatou mais uma vez o que todo mundo já sabe: é preciso contratar mais médicos para atender à demanda de atendimentos realizados na UPA. Na última sexta-feira, seis profissionais estão atendendo um público estimado em 500 pacientes.

“Nós temos registros de médicos que atendem até 150 pacientes em 12 horas de atendimento. É um absurdo uma coisa dessa”, comentou o presidente do Sindimed, Ribamar Alves.

Por outro lado, a direção da Unidade defende uma campanha de educação em saúde, para orientar a população sobre onde procurar atendimento. De acordo com pesquisa na UPA, 85% das pessoas que procuram atendimento deveriam ter recorrido à atenção primária. Ou seja, postos de saúde resolveriam o problema delas, por que não são casos de complexidade.

“A UPA hoje tá absorvendo tudo. Tanto de pequena quanto de grande complexidade e assim, nós temos que dar vazão e atender toda população por que é nossa obrigação, não podemos negar atendimento. Mas se torna uma demanda muito grande para o número de profissionais”, lamentou o diretor da UPA da Sobral, que também é médico, Glauber Lucena.

Mas, o que fazer quando o posto de saúde não está atendendo? O jeito que Francisco Almeida encontrou foi procurar a UPA mais próxima. A do Tucumã, segundo ele estava fechada, então, o trabalhador saiu da região da Sapolândia, próximo ao bairro Mocinha Magalhães, pra ser consultado na Sobral. Como estava com sintomas menos graves, ele demorou a ser atendido.

“Cheguei aqui às 10 horas e a moça me disse que era pra esperar que não era grave. Estou aqui com meu filho, sem almoçar e já vai dar 4 da tarde”, reclamou o paciente.

Outro assunto informado pelo sindicato, aos médicos em trabalho durante a visita, foi a resposta judicial a uma ação contra o aplicativo GEP, disponibilizado pela Secretaria de saúde do estado (Sesacre), para os usuários serem informados sobre atendimentos e plantões.

A Justiça suspendeu o funcionamento da ferramenta, a pedido do Sindimed, que alega questões de segurança, para proteger o nome dos profissionais em plantão.
“Essas unidades não contam com segurança e nossa preocupação é expor o nome dos profissionais, informando onde estão, que horas saem”, disse o presidente do sindicato.

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