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Suspensão da cobrança de empréstimos é “malandragem” afirma sindicalista

Possibilidade de prorrogação do vencimento das parcelas gera confusão

Uma reunião entre sindicalistas e deputados realizada nesta quarta-feira pela Assembleia Legislativa foi convocada para se discutir a tentativa junto à Caixa Econômica de liberação do FGTS para todos os trabalhadores do Acre, já que o estado decretou calamidade pública por conta da enchente do rio Madeira.

Mas o assunto do FGTS nem chegou a ser aprofundado. Outro tema tomou conta da discussão: os empréstimos bancários dos trabalhadores e a possibilidade de prorrogação do vencimento das parcelas por um período de quatro meses, como estratégia para reaquecer a economia do estado

Acontece que as instituições bancárias não estão deixando claro para a população que na verdade o que existe é a possibilidade de renegociação da dívida, para que quatro parcelas do pagamento sejam adiadas, mediante a cobrança de mais juros.

“Isso soou como uma malandragem de se aproveitar do momento, porque se queriam fazer uma moratória de dívida por quatro meses essas quatros parcelas deveriam ser jogadas lá para o final, mas sem a cobrança de juros”, afirma o sindicalista Frank Lima.

Diante da situação, os sindicalistas vão propor um diálogo entre os representantes dos trabalhadores, das instituições financeiras e do governo, que também tem interesse na causa. O objetivo é buscar o benefício do adiamento das parcelas, mas com a contrapartida dos bancos, do contrário o trabalhadores só vão estar se endividando ainda mais.

“Pedi aos servidores que não vá ainda ao banco para suspender seus empréstimos porque ainda carece uma coversa com o governador”, afirma a sindicalista Alcilene Gurgel.

Os sindicalistas estão irritados é com a propaganda na qual o governo informa ter conseguido junto aos bancos a prorrogação do pagamento dos empréstimos, quando na realidade o que está acontecendo é a renegociação da dívida.

Deputados da base governista que acompanham as discussões em torno do assunto, reconhecem que os bancos devem informar aos trabalhadores que a prorrogação do vencimento das parcelas de empréstimos só é possível mediante a renegociação do contrato.

“As quatro parcelas são jogadas lá para o final, automaticamente com as mesmas regras que foram contratadas e com os juros atuais”, explica o deputado Geraldo Pereira (PT).

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