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Terminal Urbano: perigo à espera dos passageiros

Faltam sinalizações adequadas aos usuários do espaço

Bastam alguns minutos no Terminal Urbano para ver pessoas arriscando a vida entre os ônibus. A primeira foi uma mãe com a criança no braço. Ela desce do ônibus e decide sair do terminal na entrada dos ônibus.

Sem espaço, ela foi pela pista. Em seguida, vem uma idosa. A aposentada Diva Mota, pelo mesmo caminho. Perguntamos para ela se não tinha medo e a resposta foi mais espantosa que o risco que corria: “Eu não tenho medo, tenho Deus para me proteger”. Perguntou-se ainda: “Não tinha uma saída ali na frente?” A resposta veio na sequência: “Tem, mas vou por aqui pertinho”.

Qualquer parte do Terminal Urbano é propício a acidentes. São 50 mil pessoas em média, por dia, passando pela estação. Nas paradas, as pessoas parecem alheias aos riscos: ficam próximas à pista e deixam as crianças soltas. Uma mulher quase leva uma pancada do ônibus enquanto esperava o coletivo. Ela se desvia no último momento.

Mas, nem sempre a pessoa tem sorte. Na quinta-feira passada, a traseira de um ônibus acertou uma mãe que estava com uma criança de colo. Por sorte, ela teve apenas escoriações no braço. A criança levou uma pancada na cabeça, mas, passa bem.

O local mais perigoso do Terminal fica na saída dos ônibus. Eles fazem uma curva fechada e, com isso, a traseira do veículo vai próxima à calçada de embarque. Faltam barras de proteção que limitem adequadamente o trânsito do usuário. Apenas uma parte do terminal conta com ferros que evitam o contato direto das pessoas com a pista.

A RBTrans pede mais conscientização dos usuários. O diretor de Transporte da RBTrans, Jô Luiz, disse que as pessoas se descuidam e, por isso, acontecem acidentes no Terminal. “É preciso alertar aos filhos sobre os perigos e ficar atento aos movimentos dos ônibus, se tiver cuidado nada acontece”, alertou.

A autarquia tem apenas dois funcionários ajudando os passageiros, e ficam na parte central do Terminal. Na saída, não se vê ninguém. Faltam também placas sinalizando os locais mais perigosos.

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