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Um “psiu!” e um assalto mudaram a vida de casal

Denis e Etienne: história de amor a toda prova

A história de amor que vamos conhecer agora começou no ano de 2009, e ganhou força após uma tragédia. Um assalto vitimou a jovem Etienne de Souza, 28, que passou a usar uma cadeira de rodas. O namorado poderia desistir e partir para outro relacionamento, mas, não foi isso o que aconteceu.

Histórias de namoro sempre começam com alguém tomando a iniciativa. “Eu ficava na frente da casa da minha madrinha com minhas amigas e sempre o via correndo na rua. Mas, sempre tive vergonha. Até que um dia eu tomei coragem e mexi com ele: ei psiu! Era novinha e até que ele resolveu parar e perguntou meu nome, telefone, a gente trocou telefones”, relembra Etienne.

Na época, ela tinha 19 e ele 22 anos. Depois de duas semanas em silêncio, Etienne e Denis voltaram a se falar e o namoro embalou.

Três meses após o início do relacionamento, um fato trágico, que poderia pôr fim à história dos dois, aproximou ainda mais o casal.

Era noite do dia 28 de outubro de 2009. Etienne e Denis estavam retornando da igreja. Pararam para conversar em frente à casa onde ela morava, no Bairro Castelo Branco. O casal se despedia, quando de repente foi abordado por um assaltante.

O marginal queria a moto de Denis. A chave estava dentro da casa e o marginal ficou nervoso e, em dado momento, bateu na cabeça de Denis com a arma. Como ela estava engatilhada, a coronhada foi suficiente para a arma disparar. O tiro atingiu a jovem, que estava ao lado, com as mãos para cima.

A jovem ficou internada por 14 dias no Pronto Socorro. A família relutou até que ela ouviu a trágica notícia, de que teria ficado paraplégica. “Os médicos falavam mais para família dela. Eles disseram que a bala tinha perfurado o pulmão dela e lesionado a medula e que ela ia ficar paraplégica”, relembra Denis.

Ciente de que a vida mudaria radicalmente, ela não pensou em outra coisa. Pediu para terminar o relacionamento com Denis. “Naquele momento, eu só estava com três meses de namoro. Eu nova, com 19 anos, o que poderia pensar? Vou sofrer, ele vai me deixar. Vou ficar ouvindo muitas pessoas me falando ele tá me traindo, vi ele com outra. Eu queria evitar isso e pedi pra ele terminar, pra encontrar outra pessoa, um novo amor e eu ia enfrentar isso sozinha. Não queria que ele passasse isso comigo”, relata Etienne.

A resposta dele foi o que o coração dela pedia, mas que a mente não queria ouvir. “Na hora assim, não veio nenhum minuto, um segundo, de querer terminar. E quando eu comecei a namorar com ela, a gente sente quando é a pessoa certa. Não sei como, mas a gente sente né? Aí depois que aconteceu tudo isso… No dia do assalto, ela ficou desfalecida no meu braço, com se tivesse mesmo morrido. Naquele momento, eu falei: meu Deus ressuscita ela pra mim”, disse.

Denis acredita que, naquele instante, Deus devolveu a vida para Etienne novamente. E, no hospital, ele não teve dúvidas na hora de responder à namorada. “Naquele momento que eu tive a certeza que eu tinha que ficar com ela e ela comigo. Não sabia o que viria pela frente, se ela ia ficar cadeirante, não sabia de nada. Sabia que o que viesse eu ia encarar junto”, afirma.

No dia em que Etienne recebeu alta do hospital, Denis pediu a jovem em noivado. Ela passou por dois anos de reabilitação, e ele, sempre estava lá, ao lado da amada. O casamento civil aconteceu em março de 2012 e dois meses depois veio a Rebeca, que hoje tem quatro anos. O casamento religioso foi em dezembro do ano passado e o casal espera mais uma menina.

Denis, além de expressar amor por Etienne, também não poupa elogios à capacidade de superação da mulher. A admiração é presente nos oito anos de relacionamento.
“A nossa filha Rebeca, ninguém nunca cuidou da nossa filha. A minha irmã ajudou assim, um mês, mas o restante foi tudo ela: lavando passando, cozinhando, cuidando da Rebeca, tudo sozinha. Ela é muito forte, é admirável demais. Às vezes eu fico olhando e falo: como que pode, tanta força”, disse.

A admiração do marido não é à toa. A família mora em uma casa popular de Rio Branco, que não é adaptada às necessidades especiais da Etienne. Mesmo assim, ela ultrapassa as dificuldades e tem orgulho de ser dona de casa, que dá conta de todas as tarefas.

“Se for um amor verdadeiro, ele supera tudo, como nosso enfrentou. A gente enfrentou preconceito, situações bem difíceis. Ele me deu força pra enfrentar isso tudo. Se hoje eu sou o que sou… Deus… Ele foi quem me deu essa força para vencer. Sem Ele, eu não saberia o que fazer da vida”, afirma Etienne, emocionada.

 

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