Unidades de saúde do estado seguem sem segurança privada

Cerca de 180 funcionários foram demitidos com o fim do contrato

Os vigilantes que atuavam nas unidades de saúde do estado cumpriram o último dia de aviso prévio nesta terça-feira (2). Em reunião realizada pela empresa de segurança privada e representantes da Secretária de Estado da Saúde (Sesacre) não houve consenso.

A empresa não aceitou a proposta do governo e decidiu reincidir o contrato. Com isso, os trabalhadores não terão a demissão revogada e já começaram a receber a rescisão.

O presidente do Sindicato dos Vigilantes do Acre, Nonato Santos, informou que dos cincos milhões que o estado devia, foi quitado menos de dois milhões, por isso, não houve acordo e sobrou para os 180 profissionais demitidos.

 “Não temos outra saída, agora é só aguardar a promessa que a equipe de governo fez, que a Sesacre fez, que a próxima empresa que receber o contrato vai contratar a mão de obra anterior, esperamos que eles cumpram isso, trazendo de volta esses trabalhadores que estão com mais de 18 anos prestando serviço, essa é a nossa esperança”, desabafou Nonato Santos, presidente do Sindicato dos Vigilantes do Acre.

Essa promessa feita pelo governo do Estado ainda não tem data para acontecer, pois ainda não há data para nova empresa assumir.

Como esse assunto ainda não foi resolvido as unidades de saúde continuam sem a segurança privada, com isso o número de assaltos e arrombamentos aumentou. A Sesacre informou que a segurança seria reforçada nessas regiões por meio de patrulhas da Polícia Militar do Acre (PMAC), de acordo com o sindicato, isso não está acontecendo.

Nas unidades de saúde as pessoas confirmam que a insegurança aumento, mas com medo das represálias, ninguém quis dar entrevista sobre o assunto.

“Recebemos diariamente noticias por meio dos grupos de conversas e pessoas que nos ligam falando que estão trabalhando de portas fechadas porque não tem uma fiscalização, não tem um controle de entrada, nós montamos um grupo das entidades que representam essa classe, de vigilantes, médicos, enfermeiros para cobrar do estado segurança nas unidades hospitalares”, concluiu Nonato.

Escrito por: Jardel Angelim.

Foto: TV Gazeta.

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