Acreana produz documentário sobre histórias da pandemia

“Me conta da tua janela” é dividido em cinco episódios e estreia no dia 1ª de outubro

Foto: Hannah Lydia. 

O documentário “Me conta da tua janela” é idealizado, produzido, editado e dirigido por Hannah Lydia. O projeto dividido em cinco episódios é financiado pela Lei Aldir Blanc por meio da Fundação Garibaldi Brasil (FGB) e estreia nesta sexta-feira (1ª), em sessão exibida na Filmoteca Acreana na Biblioteca Pública com início às 19h.

Todo o documentário foi produzido com apenas um celular, um microfone de lapela e um tripé. Para encontrar as histórias a serem contatas pela janela, Hannah conta que criou um formulário online “foi bem difícil encontrar as pessoas, mesmo com a divulgação que fiz, no fim, selecionei quatro pessoas, mas eu precisava de cinco episódios”, relata.

A ideia do documentário “Me conta da tua janela” surgiu em meio à pandemia da covid-19. “Queria de alguma forma registrar a visão de algumas pessoas sobre a pandemia, como estava sendo para elas, de ouvir, porque estava todo mundo isolado em casa e o ser humano tem a necessidade de ser ouvido”, contou Hannah.

De acordo com a diretora, por coincidência todas as histórias são contadas por mulheres e são elas: Anna Luíza, uma enfermeira que relata sua rotina de trabalho em meio à pandemia; Raquel Sales, uma professora contando como a pandemia mudou a rotina de trabalho; Priscila Cristina, uma mãe que engravidou e pariu durante a pandemia; Lisi Farias, uma criança que relata como é a vivência de aulas a distância e a rotina de viver em um apartamento e a última janela, a última história, a de Hannah Lydia.

“Durante o processo do documentário onde eu falava sobre a pandemia, sobre a covid-19 eu perdi meu avô para a doença, foi uma coisa muito doida, e eu precisava de cinco personagens, então tive a decisão de abrir minha janela, o último episódio é meu, sobre minha vivência, sobre o meu avô, eu abrindo mesmo a minha janela da alma e é isso. Foi o quinto episódio, foi sobre o meu avô que infelizmente foi mais uma vítima da pandemia”, relatou.

Todos os episódios tem interpretação em libras e são legendados. O documentário também vai ser exibido na Usina de Artes João Donato no sábado (2) às 19h.

Deixe uma resposta