Acreana vence pela primeira vez concurso nacional plus size

A coroação foi realizada no estádio do Morumbi, em São Paulo

Foto: Bárbara Adline

“Eu quero transformar esse título em uma bandeira por acessibilidade a pessoa gorda”, disse a ganhadora do concurso plus size nacional “Sou Gordinha Sim”, e advogada Andreia Regina, de 32 anos, que é natural de Rio Branco. O concurso iniciou em janeiro e finalizou no mês de dezembro em 2021.

Todo o processo seletivo ocorreu de forma on-line com etapas estaduais e nacionais, e como só tinha a Andreia representando o Acre ela já foi direto para o nacional. Em seguida, as categorias eram dividas em curve, miss e master, a representante do Acre ganhou na categoria miss que são mulheres de acima 18 anos com o manequim a partir de 48. A coroação foi realizada no estádio do Morumbi, em São Paulo

“O meu objetivo principal com o concurso é mostrar para as pessoas que qualificação, beleza, inteligência, a gente não se mede através de um corpo, sim através da representatividade de um corpo. Mostrar pra pessoas que magro ou gordo não são os xingamentos, e sim são características corporais”, explicou a miss plus size.

A motivação inicial para concorrer veio da embaixadora do concurso, que através de uma foto que foi postada por Andreia em suas redes sociais, a profissional viu que ela tinha um diferencial e chamou para participar. Além dessas motivação, os amigos também incentivaram a concorrer.

“Meus dois amigos, a Gracileide e a Giovane me incentivaram bastante a a participar do concurso, então eu resolvi de cabeça porque eu quis fazer por outras pessoas o que já fizeram por mim que foi mostrar o quanto eu sou bonita, o quanto eu tenho diversas qualidades e que um corpo magro não é algo que vai me definir”, afirmou.

Apesar de ter participado pela primeira vez, ela não deixou isso subestimar, pois seu objetivo é mostrar que o preconceito pode ser vencido e que é possível conviver com a obesidade, e ter o controle sobre o peso.

“Eu fiquei muito feliz poder falar para as pessoas, e de poder levar essa bandeira contra a gordofobia e mostrar que gordas são pessoas normais que nós somos 60% da população brasileira, e que nós somos bonitos que temos belezas em nós, e que se você não gosta você não precisa me atacar por isso”, explicou.

Mesmo após ela trazer essa coroa para Rio Branco, ela lembra que sofreu preconceito em uma determinada rede social por uma pessoa que a atacou de forma preconceituosa, mas conseguiu resolver de uma forma saudável.

“Com palavras eu consegui fazer a pessoa se arrepender. Porque eu ensinei pra ela como é que se respeita as pessoas sem precisar ofender, sem precisar nada disto. Simples conversei e a pessoa se desculpou e retirou a postagem que tinha feito nas redes sociais”.

Por fim, a miss salientou que a sua principal missão com esse título é criminalizar a gordofobia, assim como diversos preconceitos.

“Eu espero que daqui a cinco, dez anos a longo prazo não precise mais disso em nenhum dos casos de preconceito, mas enquanto for necessário eu vou lutar pelos nossos direitos, além disso vale lembrar que não é apologia a obesidade, e sim aceitação corporal e inclusão social”, concluiu a miss.

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