Daqui onde estou dá pra ver o Brasil: pré-estreia acontece em Rio Branco

A exibição ocorrerá na escola pública Zuleide Pereira de Souza, no Segundo Distrito da capital

O filme “Daqui onde estou dá pra ver o Brasil”, é uma obra cinematográfica 100% independente, que foi possível ser finalizado e agora lançado ao apoio de 102 apoiadores de 15 estados brasileiros, através da campanha de financiamento coletivo pela plataforma Catarse que teve duração de fevereiro a abril de 2022.

A pré-estreia ocorrerá escola pública Zuleide Pereira de Souza, no Segundo Distrito da capital, nesta quarta-feira,20, e na Universidade Federal do Acre, Ufac, nesta quinta-feira, a partir das 18:30h. Já a estreia ocorrerá nos dias 29, 30 e 01 de julho, na Filmoteca Acreana.

Esse filme aborda a formação de jovens e adultos de Rio Branco e outros municípios do Estado do Acre, parte mais ocidental da Amazônia brasileira, há 20 anos atrás. Quando mais de 70 pessoas, com idades e formações variadas, se inscrevem em uma oficina que resultaria no CATAC (Centro de Antropologia do Teatro e Antropofagia do Cinema), criado em um momento ímpar de conjunções de forças para transformar e valorizar a trajetória de uma parte da população que vivia isolada e sem as mesmas condições de acesso cultural de outras regiões brasileiras.

O Catac descreve esse país, com o intuito de compreender os inúmeros sentidos que se pode perceber sobre cultura, formação e diversidade brasileira, desenvolveu durante cinco anos, de 2001 à 2006, um conjunto de ações culturais e educativas visando uma formação ampla e irrestrita, alcançando mais de 600 alunos da rede estadual de ensino público de 8 municípios acreanos, apresentando espetáculos, intervenções urbanas, publicações, oficinas, cineclubismo e mostras de cinema.

Sempre interessado nesse amplo debate brasileiro com as demais regiões, realizou mais de 58 entrevistas com professores, antropólogos, historiadores, jornalistas e artistas do teatro, da música, cinema, literatura e artes plásticas, em parte disponibilizadas nesse seu primeiro filme produzido pelo Coletivo CATAC.

O filme pretende apresentar essa história, reunida através de imagens, documentos e depoimentos de significativas vozes acreanas, em um profícuo diálogo com historiadores, jornalistas e artistas brasileiros como Antônio Alves, Francisco Piãko, Kixirrá Jamamadi, Wanãn Jamamadi, Maurice Capovilla, João das Neves, Zuenir Ventura, Paulo José, Antunes Filho, Dona Ivone Lara, Monarco, Marília Pêra, Dona Lúcia Rocha, Bibi Ferreira, Amir Haddad, Zé Celso Martinez Correa e Nélson Pereira dos Santos entre muitos outros.

Ficha técnica

DIREÇÃO: Flávio Kactuz ROTEIRO: Isis Farias e Flávio Kactuz. MONTAGEM: Neurivan de Barros.  DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Maria Rita, Nony Maia e Isis Farias ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: Marcel Sanderson e Samirra Ganum APOIO À PRODUÇÃO: Jocilene Barroso e Kixirrá Jamamadi. ASSISTENTE DE MONTAGEM: Gabriel Martins MIXAGEM E MASTERIZAÇÃO: Bauer e Leon Marin França.

PARTICIPAÇÕES E DEPOIMENTOS: Adalberto Queiroz, Antônio Alves, Antunes Filho, Bibi Ferreira, Binho Marques, Francisco Piãko, Francis Mary, Dona Ivone Lara, João das Neves, João Donato, Jorge Henrique Queiroz, Dona Lúcia Rocha, Marília Pêra, Maurice Capovilla, Monarco, Nelson Pereira dos Santos, Paulo José, Silene Farias e Wanãn Jamamadi, entre outros.

COLETIVO CATAC: Flávio Kactuz, Isis Farias, Jocilene Barroso, Kixirrá Jamamadi, Maria Rita, Neurivan de Barros, Nony Maia,e Samirra Ganum

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