Argentina vence México com gol de Messi e ganha sobrevida na Copa

Camisa 10 aliviou as coisas para hermanos com belo gol de fora da área; Enzo Fernandez fez uma verdadeira pintura no fim: 2 a 0

A partida valia a sobrevida da Argentina no Catar 2022. Valia também a continuação de uma história mal escrita entre Lionel Messi e as Copas do Mundo. Essa história terá pelo menos mais um capítulo. A Argentina venceu o México por 2 a 0 neste sábado (26), no estádio Lusail, e segue com chances de avançar às oitavas de final.

Na última rodada do Grupo C, a Argentina enfrentará a Polônia, no estádio 974, podendo até empatar e aí depender do outro jogo da chave; enquanto a Arábia Saudita pegará o México, também no Lusail. Com os resultados do dia, a Polônia alcançou quatro pontos, um a mais que a segunda colocada Argentina. Arábia Saudita (3 pontos) e México (1) ocupam as últimas posições.

Messi, aos 35 anos, disse que irá “repensar muitas coisas depois da Copa” — por muito menos, inclusive, ele já havia se despedido da albiceleste depois do vice-campeonato na Copa América Centenário, em 2016. Analistas argentinos, no entanto, começam a pensar no craque na edição de 2026 tamanha a decepção com o futebol apresentado até agora no Oriente Médio. Campeões da última competição continental, em 2019, justamente sobre o Brasil, no Maracanã, no primeiro título em 28 anos, a equipe está devendo uma apresentação ao menos convincente.

Como haviam perdido a partida de estreia, para os sauditas, os argentinos precisavam da vitória a todo custo. Uma derrota significaria a volta mais cedo para casa. Bem lá no fundo, mesmo os rivais dos hermanos, no estádio e ao redor do planeta, não estavam prontos para ver o último tango de Messi por mais que ainda reste uma partida na fase de grupos.

Os comandados de Lionel Scaloni sentiram a pressão contra uma equipe bem montada pelo compatriota Gerardo Tata Martino. O primeiro tempo foi de pouquíssimas oportunidades e a sensação de que se a coisa já estava ruim no primeiro jogo, ganhou uma carga emocional ainda maior na partida decisiva. Os mexicanos passaram a se interessar pela partida, ainda que criassem efetivamente poucas oportunidades contra o goleiro Martinez.

O sete vezes melhor jogador do mundo voltou para o segundo tempo disposto a fazer a alegria de seu país, que nem de longe vive o seu melhor momento econômico e social e, por isso, não conta com uma gigantesca torcida do país pelas ruas de Doha. Africanos e asiáticos bem que se esforçam no coro, mas não são como os verdadeiros hinchas. Depois de uma falta mal batida aos 6 minutos, Messi recebeu passe de Di Maria e chutou de fora da área, no canto esquerdo de Ochoa, para abrir o placar aos 26 e vibrar como poucas vezes visto diante da sua torcida.

O México sentiu o gol do genial e se desorganizou taticamente. Raul Jimenez, que entrou no segundo tempo, foi presa fácil entre os zagueiros. Foi aí que La Scaloneta resolveu atacar ainda mais. O jovem Enzo Fernandez pedalou para cima do zagueiro e chutou da entrada da área, no ângulo de Ochoa. Aí era só esperar o apito final e comemorar com a maioria das 88.966 vozes presentes no estádio.

Sobrou apenas o grito de “um sentimento que não pode acabar”, como também não pode acabar a luta de Messi pelo seu primeiro título de Copa do Mundo.

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