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Chuva também prejudica treinos no futebol

Campos dos clubes não têm estrutura adequada

Driblar a falta de condições dos campos de futebol é um dos desafios que os clubes acreanos enfrentam no inverno amazônico. Sem condições financeiras para adequar os campos com a drenagem necessária, o custo é ter prejuízo com treinamentos cancelados.

Às vésperas de disputar partidas, alguns times precisam fechar a área de treino por que o gramado se transformou em lamaçal. No campo do Vasco por exemplo, ao lado de uma das traves de gol, a água sobressai o verde da grama. A chuva que caiu durante a noite não teve pra onde correr.

Mesmo com pouco recurso financeiro o clube investiu em dois caminhões de areia para ajudar a absorver a umidade. Nesta quarta-feira os jogadores foram convocados para o treino de apronto, para o jogo contra o Humaitá, mas a preparação foi cancelada.

“Os jogos são adiados semana a semana, aí o clube vai gastando o que tem, pedindo às pessoas vale transporte pra jogadores virem treinar e quando vem treinar e adia a partida. Aí fica difícil. Aí vem a chuva e não treina mais”, lamenta Lobinho.
A chuva também prejudicou o treino de apronto do Galo. Segundo a direção do clube, até os trabalhos com categoria de base não iniciaram por que as chuvas não estão dando trégua.

O Atlético treinou pela manhã, mesmo com o campo encharcado. O planejamento para a tarde era mais um bate bola, mas avaliando as condições do campo, a comissão técnica decidiu abortar a missão.

A falta de estrutura financeira para adequar os campos a realidade do inverno amazônica é gritante. No campo do Atlético um esgoto a céu aberto corta o campo da área onde ficam os vestiários. Uma vala foi aberta atrás de uma das traves para garantir o escoamento da água que empoça junto à linha do goleiro.

E não fica por aí, as partidas nos principais campos, o da Federação e Arena da Floresta, em dias com ou pós-chuva, também ilustram as dificuldades do esporte no inverno amazônico. Os jogadores se desgastam mais e o gramado fica bastante prejudicado. Para o presidente do Vasco, Lobinho, a solução existe a muito tempo, mas não é aplicada.

“Todo ano a gente bate na mesma tecla: vamos começar esse campeonato em abril, final de abril, mas não no começo pra treinar o Rio Branco e o galo. Aí os times jogam na Copa do Brasil, Copa Verde e os outros times ficam só olhando de navio né”, afirma.

Em nota o presidente da Federação de Futebol do Acre, Antônio Aquino, o Toniquinho explicou que é preciso obedecer ao calendário do futebol brasileiro que determina que os Campeonatos Estaduais sejam disputados no período de janeiro a março, já que as competições nacionais são realizadas de abril a dezembro.

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