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Mandos de campo: Vasco perde oito e Atlético/PR 12

“Torcedores” brigam e a conta fica para os clubes

A 4ª Comissão Disciplinar do STJD vai obrigar Atlético/PR e Vasco a jogarem com portões fechados no próximo ano. O clube de Curitiba cumprirá seis partidas de pena, já o time carioca terá que atuar sem presença de torcedores em quatro jogos.

Além de jogar com portões fechados, a equipe paranaense perdeu o mando de campo de outras seis partidas, e o Vasco de mais quatro. Esses duelos terão que ocorrer a, pelo menos, 100 km da sede dos clubes.

As punições foram anunciadas na tarde de ontem, no centro do Rio de Janeiro.

Os auditores julgaram o processo envolvendo a briga dos torcedores dos dois times em Joinville, domingo passado, pela última rodada do Brasileirão.

“É uma pena inédita para fatos inéditos. É uma sanção justa para os clubes, que são responsáveis pela violência de seus torcedores. O objetivo é dar um basta na barbárie”, disse o presidente da 4ª Comissão Disciplinar, Paulo Bracks.

O Atlético/PR também foi punido com uma multa de R$ 140 mil. Já a equipe carioca recebeu multa de R$ 80 mil.

As punições vão ser cumpridas nas competições organizadas pela CBF no próximo ano, como a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro.

O árbitro da partida, Ricardo Marques, e as federações de Santa Catarina e Paraná acabaram sendo inocentados.

Os dois clubes deverão recorrer da sentença. O caso deverá ser julgado no pleno do STJD no próximo dia 27.

O diretor técnico atleticano Antonio Lopes achou justa a punição. “Infelizmente o torcedor ordeiro vai ser penalizado. Mas não acho injusto diante daquelas cenas”, disse.

Identificados

Responsável pela investigação da briga entre torcidas em Joinville no domingo, a Polícia Civil de Santa Catarina já identificou cerca de 40 torcedores que se envolveram na confusão durante o jogo em Joinville.

Além dos 40, a polícia do Paraná enviou nesta sexta-feira os nomes de outros 22 torcedores atleticanos identificados – sete deles com passagem anterior por arruaça em estádios. Um deles, inclusive, foi indiciado no passado sob suspeita de porte de drogas e munição, segundo o delegado Clóvis Galvão.

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