CBF mantém preparação em Goiás e desagrada comissão técnica

Após o jogo contra a França, no dia 9 de junho, em Porto Alegre, a delegação do Brasil voltará a Goiânia

Segunda cidade a receber a seleção brasileira na preparação para a Copa das Confederações, Goiânia entrou no mapa da equipe por uma escolha pessoal de José Maria Marin, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Governada por Marconi Perillo (PSDB), um dos poucos políticos que faz questão de apoiar o cartola em público, a cidade, mesmo sem receber nenhum jogo da equipe, será base para quatro dias de treinamento mesmo com resistência da comissão técnica.

O UOL Esporte apurou que o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira e o técnico Luiz Felipe Scolari tentaram tirar a passagem pela capital de Goiás do roteiro da preparação. Marin, entretanto, foi irredutível e informou que a seleção teria que treinar na cidade.

“Já existia essa determinação (de ida para Goiânia) quando chegamos aqui. Nós acabamos diminuindo para quatro dias de treinamentos lá, seriam cinco. O compromisso já havia sido assumido pela CBF. Mas vai ser um pouco minimizado”, admitiu Parreira.   A seleção terá duas passagens por Goiânia. A primeira começa na próxima segunda-feira e vai até sexta. O time treinará três dias na cidade, nas dependências do Goiás.

Após o jogo contra a França, no dia 9 de junho, em Porto Alegre, a delegação do Brasil voltará a Goiânia. A equipe deverá ficar mais dois dias na cidade – um dia de treino -, até viajar para Brasília, onde estreará na Copa das Confederações. A ida para a capital federal será de ônibus.   A definição de Goiânia como sede da preparação para a Copa das Confederações foi anunciada em setembro de 2012, quando a seleção jogou contra a Argentina no local. Para o amistoso, o governo do Estado comprou 22 mil ingressos para a partida e os distribuiu para os torcedores em troca de notas fiscais no valor de R$ 100 mais 5 kg de alimentos não perecíveis. A CBF e a organizadora do evento, a Klefer, cobraram o mesmo preço da bilheteria para o Estado, que gastou R$ 2 milhões na operação.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, é um antigo aliado dos cartolas da CBF, desde quando o presidente era Ricardo Teixeira. Com Marin, manteve o apoio e a promessa gastos do governo para receber partidas e eventos da seleção brasileira.

Enquanto não consegue apoio do Governo Federal – nem mesmo é recebido pela presidente Dilma Rousseff -, Marin tem apoio de políticos da oposição como Perillo e Aécio Neves, senador por Minas Gerais. Foi assim nos jogos da seleção brasileira em Goiânia, no ano passado, e em Belo Horizonte, onde o cartola foi homenageado pelo senador tucano antes do amistoso contra o Chile.

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