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Primeiro campeonato de Bocha é realizado no Arena da Floresta

Competição foi dividida em quatro categorias

Esta é a primeira vez que o campeonato de bocha é realizado no estádio Arena da Floresta. Há oito meses, o espaço foi cedido para treinamento dos atletas paralímpicos.

A competição foi divida em quatro categorias. Na BC- 4, Edvânio Silva conseguiu o terceiro lugar. “Estou voltando aos poucos para tentar recuperar minha forma do ano passado. Junto com meus amigos, estou treinando bastante para trazer o máximo de medalhas para o Acre”, destacou.

A competição serve como um treinamento para as disputas nacionais. O estado tenta manter a hegemonia que conquistou nos últimos anos. “Todos nós podemos fazer esporte e lazer”, lembrou o secretário da pasta, Petronilo Lopes.

Na disputa do BC- 2, melhor para o Lucas Noronha. A conquista veio comum gostinho de surpresa. “Pra mim foi uma vitória. Estou há mais de um mês sem treinar e acabar na primeira posição foi indescritível, sem palavras”, disse.

Conheça o esporte

A bocha estreou no programa paralímpico oficial em 1984, na cidade de Nova Iorque, com disputas individuais no feminino e masculino. Em Atlanta (1996), foi incluído o jogo de duplas. A primeira medalha paralímpica brasileira veio no Lawn Bowls, um tipo de bocha na grama. Róbson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos “Curtinho” ganharam prata em 1972, nos Jogos de Heidelberg, Alemanha.

Competem na bocha paralímpica paralisados cerebrais severos que utilizem cadeira de rodas. O objetivo do jogo é lançar bolas coloridas o mais perto possível de uma bola branca chamada de jack (conhecida no Brasil como bolim). É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores. Há três maneiras de se praticar o esporte: individual, duplas ou equipes.

Antes de começar a partida, o árbitro tira na moeda (cara ou coroa) o direito de escolher se quer competir com as bolas de couro vermelhas ou azuis. O lado que escolhe as vermelhas inicia a disputa, jogando primeiro o jack e uma bola vermelha. Depois, é a vez da bola azul entrar em ação. A partir de então, os adversários se revezam a cada lance para ver quem consegue posicionar as bolas o mais perto possível do jack. As partidas ocorrem em quadras cobertas, planas e com demarcações no piso. A área do jogo mede 6m de largura por 12,5m de comprimento.

Para ganhar um ponto, o atleta tem de jogar a bola o mais próximo do jack. Caso este mesmo jogador tenha colocado outras esferas mais próximas do alvo, cada uma delas também vale um ponto. Se duas bolas de cores diferentes ficam à mesma distância da esfera branca, os dois lados recebem um ponto. Vence quem acumula a maior pontuação.

As partidas são divididas em ends, que só terminam após todas as bolas serem lançadas. Um limite de tempo é estabelecido por end, de acordo com o tipo de disputa. A contagem começa quando o árbitro indica quem fará o lance até quando a bola para. Nas competições individuais, são quatro ends e os atletas jogam seis esferas em cada um deles. Nas duplas, os confrontos têm quatro partes e cada atleta tem direito a três bolas por período. Quando a disputa é por trios, seis endscompõem as partidas. Neste caso, todos os jogadores têm direito a duas esferas por parte do jogo.

No Brasil, a bocha é administrada pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).

Classificação

Jogadores com paralisia cerebral são classificados como CP1 ou CP2, bem como atletas com outras deficiências severas (como distrofia muscular), que também são elegíveis para competir na bocha. Os jogadores podem ser incluídos em quatro classes a depender da classificação funcional:

BC1: Tanto para arremessadores CP1 como para jogadores CP2. Atletas podem competir com o auxílio de ajudantes, que devem permanecer fora da área de jogo do atleta. O assistente pode apenas estabilizar ou ajustar a cadeira do jogador e entregar a bola a pedido.

BC2: Para todos os arremessadores CP2. Os jogadores não podem receber assistência.

BC3: Para jogadores com deficiências muito severas. Os jogadores usam um dispositivo auxiliar e podem ser ajudados por uma pessoa, que deve permanecer na área de jogo do atleta mas deve se manter de costas para os juízes e evitar olhar para o jogo.

BC4: Para jogadores com outras deficiências severas, mas que não podem receber auxílio. (Fonte: Comitê Paralímpico Brasileiro)

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